Economia

Presidente do Sindaçucar-PE critica novas metas de compras de Créditos de Descarbonização (CBios)

'Seria uma enorme agressão ao meio-ambiente e a mobilidade veicular sustentável do país', afirma Renato Cunha

Renato CunhaRenato Cunha - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

Uma liminar da 4° Vara Federal Cível do Distrito Federal determinou que as metas individuais para 2020 de compras de Créditos de Descarbonização (CBios) pelas distribuidoras de combustíveis, estabelecidas em março, sejam reduzidas em 25%. 

Com isso, o presidente do Sindaçucar-PE e presidente Executivo da Novabio, Renato Cunha, comentou que o Renovabio não pode ser desrespeitado.

"Seria uma enorme agressão ao meio-ambiente e a mobilidade veicular sustentável do país. A atitude de judicialização traz à tona uma cultura absolutamente "vencida", que torna a ser evidenciada, com os pedidos de privilégios nas prorrogações de prazos para o cumprimento das metas do programa Renovabio. É a tentativa de continuidade de uma cultura danosa contra o meio-ambiente”, diz Cunha e ainda ressalta. 

“O Renovabio é de conhecimento amplo e detalhado, desde 2017, das distribuidoras, sobretudo daquelas que atuam de forma consequente, observando as normas da integração entre combustíveis fósseis e renováveis”, afirma.


Ainda de acordo com Cunha, o caminho da judicialização prejudica o consumidor brasileiro e a saúde pública nacional, que voltam a sofrer com as reduções de opções para uso de etanol e dos biocombustíveis. “Confiamos que essa atitude não ganhe espaço junto ao Governo Federal, e que as flexibilizações de metas não cedam às pressões, sendo respeitadas em seus volumes e por suas características técnicas, afinal não são fruto de improvisação, mas ao contrário, retratam as requeridas gestões ambientais”, conclui.

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