DIPLOMACIA

Presidente francês viajará ao Brasil em março para discutir acordo UE-Mercosul

Segundo o Palácio do Planalto, a visita ocorrerá em 27 de março

Lula com o presidente da França, Emmanuel MacronLula com o presidente da França, Emmanuel Macron - Foto: Ricardo Stuckert

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou neste sábado (2) que viajará ao Brasil em março para discutir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul.

Macron anunciou a decisão depois de reunir-se com Lula na COP28 em Dubai. Segundo o Palácio do Planalto, a visita ocorrerá em 27 de março.

O presidente francês mencionou uma "agenda bilateral extremamente densa" e "muitos pontos de vista coincidentes" com Lula, a quem considerou um presidente "visionário" e "corajoso".

Entre as coincidências, Macron citou "a luta contra o desmatamento(...), questões de defesa, interesses econômicos e questões culturais".

Os líderes também discutirão o futuro do acordo comercial entre UE e Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), fechado em 2019 após 20 anos de duras negociações.

O acordo, no entanto, não foi ratificado devido a preocupações do bloco europeu com as políticas ambientais, especialmente do Brasil.

As negociações entre ambas as partes continuam no momento, apesar de Brasil e Argentina qualificarem as exigências da UE como parciais e inaceitáveis.

Porém, Lula se mostrou confiante na sexta-feira e escreveu na rede social X que ambas as partes estavam perto de "fechar esse acordo". O Brasil exerce a presidência semestral do Mercosul.

Na sexta-feira, Lula participou de reuniões paralelas à COP28 em Dubai.

Segundo o Palácio do Planalto, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e Lula reconheceram os avanços significativos nas reuniões entre suas equipes técnicas após uma conversa por telefone entre eles.

"A UE está comprometida em fechar este acordo", escreveu Von der Leyen no X na sexta-feira.

A próxima cúpula regional do Mercosul será em 7 de dezembro no Rio de Janeiro, três dias antes da posse do ultraliberal Javier Milei na Argentina. O Brasil teme que sua chegada ao poder coloque o acordo em risco.

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