Prestígio no lançamento da Folha Negócios

Os empresários e as autoridades do setor econômico do Estado acompanharam a apresentação da Folha Negócios - Balanço Empresarial 2018, que revelou Moura e MV como empresas do ano

Evento reuniu empresários, representantes da Folha e agentes da matriz econômica do EstadoEvento reuniu empresários, representantes da Folha e agentes da matriz econômica do Estado - Foto: Divulgação

A diversidade da economia pernambucana e sua capacidade de superar crises foram representadas nessa terça-feira (16) no lançamento da Folha Negócios - Balanço Empresarial 2018, no Mar Hotel, no Recife, em evento prestigiado por empresários, publicitários e autoridades da área econômica. A edição especial, encartada no jornal e no www.folhape.com.br, mostrou as empresas com os melhores desempenhos registrados na pesquisa da consultoria JBG& Calado, baseada nos balanços de 2017 publicados no Diário Oficial do Estado, este ano, de 288 empresas sediadas em Pernambuco, com faturamento acima de R$ 300 milhões.

Entre elas, a Moura e a MV, apresentadas no lançamento pelo co-presidente, Sérgio Moura, e pelo presidente Paulo Magnus, respectivamente, tiveram resultados positivos nos principais indicadores do Balanço e foram destaque como as empresas do ano. Outras sete ficaram em primeiro lugar em cada indicador da pesquisa: a Hipercard (ativo e lucro líquido), a Celpe (receita líquida), a Agrovia Nordeste (variação da receita líquida), a construtora Gabriel Bacelar (variação do lucro líquido), a Empresa Metropolitana (rentabilidade do patrimônio líquido) e o JCPM Trade Center (margem líquida). A Folha Negócios apontou ainda as empresas que melhor se saíram na crise econômica, entre 2014 e 2017, e são exemplos de superação. Foi o caso do Hospital Esperança, da Copergás, da Petrovia Temape e, mais uma vez, a Moura.

Na abertura do evento, o diretor executivo da Folha de Pernambuco, Paulo Pugliesi e a editora chefe, Patrícia Raposo, mostraram o reconhecimento do jornal ao esforço dos empreendedores que sustentam nossa economia. "Nossa parceria com a JBG& Calado permitiu avaliar o desempenho das empresas pernambucanas, a performance ou algum critério de gestão que fez com que elas ultrapassassem ou acompanhassem a crise que vivenciamos. Ser empresário hoje no Brasil é um exercício diário de fé e de esperança. Todas as empresas que participaram da pesquisa estão de parabéns", afirmou Pugliesi.

Apresentando a edição, Patrícia Raposo ressaltou que as empresas não foram escolhidas, elas se sobressaíram no Balanço Empresarial pelos resultados positivos. "Pode ser que no ano que vem isso varie de acordo com a conjuntura econômica. A Folha Negócios traz reportagens com as empresas que estão no topo dos indicadores da pesquisa. Para produzir o conteúdo, entrevistamos donos, sócios ou CEOs das empresas, as pessoas que podem falar sobre como passar bem pela crise e se sobressair", disse.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Antonio Mario Pinto, a Folha Negócios preenche um espaço no jornalismo pernambucano com uma nova visão para o empresário e a empresa e servirá como um termômetro para análise e superação das metas. “É uma forma de medir a produtividade e a competência das empresas. É como um Enem, com parâmetros e limites a superar, a cada ano”, prevê, salientando o trabalho da JBG&Calado. "Calado colocou a contabilidade onde deve estar: como instrumento de gestão para auxiliar os empresários", completou.

Agradecendo a parceria com a Folha de Pernambuco, o economista, contador e presidente da consultoria, José Emilio Calado, revelou que o trabalho resultou da necessidade de entender a economia de Pernambuco, a partir dos balanços. "A Folha acreditou no nosso projeto. Estamos dando um passo nesta nova perspectiva do jornal como provedor de informação e comunicação" , afirmou o presidente da JBG&Calado, José Emilio Calado.

Empresários exaltam cenário favorável
A Moura, líder na fabricação de baterias elétricas na América do Sul, e a MV, um dos players em sistemas para a área hospitalar no Brasil, tem algo mais em comum do que o título de empresa do ano. Ambas reconhecem o ambiente favorável que o Estado oferece para as empresas, o que tem ajudado na longevidade.

Fundada em Belo Jardim, Agreste do Estado, há 60 anos, a Moura continua investindo na cidade, onde concentra-se quase metade dos seus 6 mil funcionários e onde acaba de inaugurar uma das mais modernas fábricas do país. “Nossa produtividade na Argentina é metade da que temos em Belo Jardim. Ficarmos é uma decisão estratégica. Investimos em Pernambuco pelos resultados que temos e pelo menor custo, apesar da distância das montadoras, nossas clientes. Exportamos para a Argentina por Suape, a um custo fantástico”, justifica o co-presidente da Moura, Sérgio Moura. Do outro lado, o presidente da MV, o gaúcho Paulo Magnus, adotou Pernambuco como sede da sua empresa, que já existia no Sul quando conheceu o Carnaval do Estado e resolveu ficar.

"Sou pernambucano porque escolhi ser", declara, mostrando o reconhecimento ao ambiente favorável aos negócios de Tecnologia da Informação fomentados pelo Porto Digital. Mesmo distante dos principais mercados consumidores, Magnus não se arrepende da escolha. “Talvez o mais adequado seria estarmos mais próximos dos nossos consumidores. Pernambuco, Alagoas e Paraíba representam 2% do nosso faturamento mas nossa estrutura maior está aqui, no Recife. O Porto Digital é um dos melhores ecossistemas em funcionamento no Brasil e no futuro ainda teremos muito a colher com as instalações e investimentos que ele já recebeu”, justificou, revelando que mais de 50% dos seus 700 funcionários estão em Pernambuco.

Boa gestão é a fórmula para enfrentar a crise
Sem medo de investir, encontrando oportunidades ou fazendo mudanças para se adequar à crise econômica que levou o País à recessão, as pernambucanas Copergás, Hospital Esperança, Moura e Petrovia Temape conseguiram atingir bons resultados no ativo, no lucro líquido e na receita líquida, os três principais indicadores analisados no Balanço Empresarial 2018 para atestar a saúde de um negócio.

"O ativo representa investimentos, estoques e contas a receber; o lucro líquido é o resultado financeiro, final; e receita líquida é o que fica depois de pagar os impostos", explica o consultor José Emílio Calado, responsável pela pesquisa. Para ele, a fórmula para ficar entre as melhores na crise foi a boa gestão. A Moura usou sua expertise para criar um sistema de gestão próprio, iniciado há 26 anos, baseado na cultura da empresa. Já a Copergás, contou com a procura do público por menores custos em combustíveis e geração de energia para aumentar seu lucro líquido em 32% entre 2016 e 2017. O Esperança, por sua vez, investiu em inovação, cortou custos e ainda ampliou suas instalações, em plena crise.

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