Previdência privada é opção para o futuro

Essa aplicação financeira tem como principal objetivo garantir renda adicional na aposentadoria

Bruno Ribeiro é o presidente estadual do PTBruno Ribeiro é o presidente estadual do PT - Foto: FLÁVIO JAPA /Arquivo Folha

 

Nem de longe o advogado Ailton Coelho imaginou que a Previdência Social brasileira iria passar por reformulações profundas, como as que estão por vir. Quando fez um plano de previdência privada, há 20 anos, sua ideia era complementar o ganho mensal para quando solicitasse o benefício junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Hoje, aos 59 anos, e prestes de fato a parar de trabalhar, ele se orgulha da decisão do passado. “Eu acho interessante esse programa privado e acredito que todo mundo deveria fazer desde cedo. Eu, por exemplo, também fiz os dos meus filhos para garantir o futuro financeiro deles”, conta.

A previdência privada é uma modalidade de aplicação financeira cujo principal objetivo é garantir uma renda mensal no período em que o trabalhador decidir se aposentar. “Obviamente que não se trata de uma modalidade de aplicação exclusiva para quem trabalha. É assim chamada por ser um investimento de longo prazo, cujo usufruto se dá ao final da carreira profissional ou depois de muitos anos”, explica o especialista em previdência privada, Clemon Alves.

Segundo ele, diferente da aposentadoria do INSS, nos planos de previdência privada é possível escolher o valor da contribuição e a periodicidade em que ela será feita. “Por exemplo, uma pessoa pode contribuir com R$ 100 por mês ou também com aportes esporádicos uma vez por ano. É claro que o valor que receberá quando começar a fazer uso dessa previdência será proporcional ao que contribuiu”, ressalta o especialista. Ele lembra que o setor é fiscalizado pela Susep.

Quando a decisão de fazer o plano privado é tomada, chega a hora de saber qual a melhor instituição para investir. Para o educador financeiro Arthur Lemos, por se tratar de um projeto de longo prazo, o modelo requer atenção ainda maior na hora de optar por qual entidade, banco ou seguradora. “Por serem mais conhecidos, as pessoas tendem a escolher os bancos em detrimento das seguradoras. Mas, justamente por isso, geralmente, as seguradoras são a opção mais acertada, uma vez que garantem maior rentabilidade para quem vai investir nela”, explica Lemos.

Foi o que fez o administrador de empresas Tércio Barreto, 59 anos. Por não confiar no modelo previdenciário brasileiro, optou, há 15 anos, pela previdência privada. Para tanto, pesquisou incansavelmente a melhor alternativa na hora de aplicar seu dinheiro. “Ao optar pela seguradora, percebi que meu dinheiro teria maior rentabilidade frente aos bancos, que apesar da fama de serem instituições sérias, tratam a previdência privada como mais um produto”, garante Barreto.

 

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