Produtor espera volta da taxação do etanol importado

Para presidente do Sindaçúcar, a medida deve ser vista como vitória de uma batalha dentro de uma guerra que produtores nacionais travam para recompor a tarifa

Renato CunhaRenato Cunha - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco/Arquivo

O presidente do Sindicato da Indústria e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar), Renato Cunha, avalia a resolução do Conselho Nacional de Política Energética, publicada esta semana, como a abertura da perspectiva para a taxação de 17% sobre o etanol importado. Para ele, a medida deve ser vista como a vitória de uma batalha dentro da guerra que os produtores nacionais travam para recompor a tarifa do produto.

A publicação destaca que "compete ao CNPE propor medidas específicas destinadas a estabelecer diretrizes para importação e exportação, de maneira a atender as necessidades de consumo interno de biocombustíveis e outros produtos”. “A resolução é clara e nos estimula na medida em que funciona como complemento ao que já está em pauta na Camex e esperamos que seja votada em junho a volta da taxação em 17%”, opina. Para o sindicato, a resolução do Conselho e Camex, junto com a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP), pode trazer menos desequilíbrio para as transações do etanol de milho dos Estados Unidos. O produto teve a tarifa zerada em 2013. Isso estimulou a importação, cujo maior volume fica no Nordeste. Por isso, produtores locais defendem a volta da tarifa original de 20%, mas o Ministério da Agricultura emitiu nota técnica sugerindo taxação de 17% - meio termo entre a proposta nordestina e dos produtores do Sul e Sudeste, que pedem 16%.

O Sindaçúcar-PE considera que "as operações de importação visam a tão somente ganhos dos importadores, geralmente as distribuidoras". Para o segmento, a volta da tarifa protege a produção nacional e aos empregos no setor.

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