Programa do Fab Lab Recife estimula novos negócios

Estudantes de Belo Jardim participaram da primeira edição do programa Empreendedorismo e Inovação Maker

Estudantes atuando durante o programa do Fab LabEstudantes atuando durante o programa do Fab Lab - Foto: Divulgação

Buscando estimular o empreendedorismo e o uso da tecnologia para solucionar problemas da sociedade, o Fab Lab Recife lançou o programa Empreendedorismo e Inovação Maker. Na primeira edição do projeto jovens estudantes de cursos técnicos da cidade de Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco apresentaram soluções para os problemas da feira livre da cidade como aumento da segurança dos feirantes, combate ao desperdício de lixo inorgânico, controle de pragas na feira, entre outros.

A primeira edição foi desenvolvida para o Instituto Conceição Moura, com patrocínio da Baterias Moura e BNDES, e apoio do Instituto Federal de Pernambuco Campus Belo Jardim e do Governo do Estado de Pernambuco. O programa teve cerca de 80 inscritos, e no final foram selecionados 20 estudantes dos ensinos médio e técnico, com cinco grupos selecionados. O programa realizou 16 encontros com duas horas de duração durante cinco meses.

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Segundo o CEO da Fab Lab, Edgar Andrade, o Empreendedorismo e Inovação Maker tem o objetivo de apresentar a inovação e a tecnologia para os jovens como uma possibilidade de trilhar o futuro. “Estamos trazendo inovação, novas possibilidades de caminhos para formação desses jovens, com cuidado muito grande de trazer essas experiências para as escolas públicas. Isso não significa que todos vão criar suas empresas, essa é uma consequência possível e muito boa se acontecer, mas queremos que elas percebam que existe outras formas de construir o seu caminho”, disse.

Entre os projetos que foram criados, estão soluções para aumentar a segurança dos feirantes e evitar o desperdício de lixo inorgânico, com a empresa Redividus; ajudar os clientes a encontrar os produtos e os feirantes, com o aplicativo Feira Conect; ajudar no controle de pragas na feira, com a empresa Mosk; auxiliar na melhoria do espaço das barracas, com a empresa Amplie Market; e no combate ao desperdício de alimentos, com a empresa Dona Xepa, que fabricam farinha e biscoitos a partir da casca de laranja e maracujá.

Os projetos foram apresentados para executivos de empreendedorismo e tecnologia, gestores e agentes de educação, com o intuito de apresentar o projeto a potenciais contratantes. Segundo o empreendedor do setor de tecnologia da informação e que atua como investidor anjo através da Tynno, Yves Nogueira, as histórias tem potencial para se tornarem realidade. “As histórias são espetaculares, eles estão prontos e outros vão tentar e continuar, para descobrir outras aplicações. É um legado interessante deixado, e na provocação de começar a empreender, é um plantio de uma semente bacana. O projeto pode ser conectado com outros já existentes, pegar alguns que saem daqui e conectar com a Jump, o CESAR Labs, com o Mind The Bizz, para que eles continuem esse processo de aprendizagem do empreendedorismo, e que possam amadurecer o negócio”, destacou.

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