COMBUSTÍVEL

Promoção baixa preço da gasolina

Na Imbiribeira, por exemplo, três baixaram o preço para R$ 3,19, multiplicando seu movimento.

Governador Paulo Câmara (PSB) defende Carreras no PSBGovernador Paulo Câmara (PSB) defende Carreras no PSB - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Diferente do que acontece no restante do País, o valor da gasolina mantém-se estável no Recife. A média é de R$ 3,487/ litro há três semanas, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que viu a média nacional pular de R$ 3,781 para R$ 3,793 nesta semana. E mesmo com um custo menor que o brasileiro, postos locais têm feito até promoções para atrair os consumidores neste final do ano. Na Imbiribeira, por exemplo, três baixaram o preço para R$ 3,19, multiplicando seu movimento.

Presidente do Sindicato dos Combustíveis de Pernambuco, Alfredo Ramos explicou que a oferta de gasolina tem estado acima do normal no mercado local. Por isso, os preços têm até caído em muitos postos da Região Metropolitana do Recife (RMR). “O Porto de Suape tem uma grande movimentação de gasolina para distribuição no Nordeste. E, neste ano, houve excesso de combustível importado. Todo dia chega um navio novo. Com isso, tem gente precisando vender para ter espaço para os novos carregamentos”, explicou Ramos, lembrando que a queda na renda da população também favoreceu a baixa de preços no Recife.

No posto BR da Avenida Mascarenhas de Morais, na Imbiribeira, por exemplo, a gasolina caiu de R$ 3,74 para R$ 3,69 nesta semana. O preço também é visto nos postos Federal e BR da avenida Antônio de Góes, no Pina. Já o Shell da rua Ernesto de Paula Santos, em Boa Viagem, baixou o preço de R$ 3,49 para R$ 3,47. Mesmo assim, consumidores continuam se queixando. “Caiu um pouco, mas continua muito caro.

A Petrobras disse que ia diminuir, mas até agora só vi promessa”, reclamou o taxista Heriberto Júnior, que gasta quase 30% do seu rendimento para abastecer.

É por isso que Heriberto logo parou quando viu a placa de R$ 3,19 do Ipiranga da Mascarenhas de Morais. “Foi o melhor preço que achei, então tive que aproveitar”, contou o taxista. O estabelecimento reduziu o preço em R$ 0,10 nesta semana e viu o movimento de carros crescer desde então. Ao lado, o Shell fez o mesmo e recebeu tantos consumidores que ficou com filas de carros nas bombas. “Baixamos para nos igualarmos à concorrência e acabamos tendo vantagem, porque o movimento triplicou”, contou um funcionário do posto. O estabelecimento, contudo, só cobra R$ 3,19 nos pagamentos à vista. No cartão, só passa aditivada e aí o preço sobe para R$ 3,43. Alfredo Ramos ainda acredita que esses preços não vão mudar até o final do ano. Para 2017, no entanto, a expectativa é de alta nas bombas. “A Petrobras está aumentando o preço do barril de petróleo para se igualar à media internacional”, explicou.

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