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Promoção e pesquisa são o segredo para gastar menos no material escolar

Faltando poucos dias para a volta às aulas, famílias buscam os descontos de última hora na compra do material escolar

Reservar uma parcela da renda mensal é a estratégia usada por Luciana da SilvaReservar uma parcela da renda mensal é a estratégia usada por Luciana da Silva - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Na última semana antes da volta às aulas, pais e mães buscam promoções e apontam planejamento financeiro e pesquisa de preços como saída para reduzir gastos. De acordo com a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae), papelarias podem ter alta de 8% em 2020.

“O comportamento do consumidor vem mudando nessa questão. Eles pesquisam preços e variedades”, garante Rayane Alcoforado, gerente da Livraria Jaqueira, no Recife Antigo. Pais e mães concordam e apontam o aumento de preços como obstáculo que cresce a cada ano. “Em comparação com 2019, achei que todos os preços deram uma subida. Tenho três filhos e todo ano faço um planejamento financeiro para o início das aulas”, diz a administradora Simone Barros. “Faço uma pesquisa prévia na internet e os livros didáticos são os que mais pesam. Sempre falo para minha filha da importância de cuidar do material, pois um livro custa em média R$ 150”, relata ela.

Reservar uma parcela da renda mensal é a estratégia usada por Luciana da Silva. “ Tem que ir juntando dinheiro para este momento. Deixei para comprar em cima da hora na expectativa de encontrar melhores preços. Até agora estou satisfeita, com exceção dos cadernos e lapiseiras, que estão muito caros”.

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Diego Albuquerque, sócio da Livraria Antares e do Lojão do Professor, diz que as vendas aumentaram em comparação com o ano anterior. “2019 foi um ano muito difícil e 2020 está com expectativa melhor. Estamos percebendo uma melhora nas vendas, de cerca de 4% até o momento. A expectativa é de aumento para esta semana”, ressalta.

Lista
Quando se trata de material escolar, é importante ficar atento à lista do colégio. De acordo com Ana Paula Jardim, diretora do Procon Recife, a instituição tem recebido diversos pedidos de análise de lista de material escolar. “Encontramos um pedido enorme de material que não vai ser utilizado pelo aluno, mas pela escola e pelos professores”.

As listas devem conter apenas artigos de uso pedagógico e individual. Não devem ser requeridos produtos de uso coletivo (higiene, limpeza, administrativo) e nem devem indicar marca específica. No início do ano, 25 escolas particulares da RMR foram notificadas pelo Procon Recife por listas escolares abusivas. “Recomendamos que os pais fiquem atentos e que entrem em contato com o Procon caso tenham dúvidas ou se sintam lesados. A melhor forma de se prevenir e comprar barato é fazendo uma pesquisa de preços, o Procon não pode limitar o valor cobrado pelo varejo”.

O consumidor que se sentir lesado pode entrar em contato com o Procon Recife através do 0800-281-1311, usar as redes sociais (Facebook e Instagram) ou enviar um e-mail para [email protected]

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