PRODUÇÃO

Queda na produção de petróleo foi planejada, diz Prates

Encolhimento da produção entre janeiro e março foi um movimento planejado, que não afeta a curva de produção prevista no plano estratégico para os próximos cinco anos

PetrobrasPetrobras - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, minimizou nesta terça, 14, a queda da produção e do lucro da estatal no primeiro trimestre do ano. Segundo Prates, o encolhimento da produção entre janeiro e março foi um movimento planejado, que não afeta a curva de produção prevista no plano estratégico para os próximos cinco anos.

Em balanço divulgado na noite de segunda-feira, 13, a Petrobras reportou lucro líquido de R$ 23,7 bilhões - 37,9% menor do que há um ano, e 23,7% inferior ao registrado no último trimestre de 2023. "Nesse trimestre, em relação ao anterior, tivemos uma queda na produção de petróleo e gás já esperada, porque programamos paradas de manutenção em plataformas. Foi um movimento planejado, que não impacta nossa curva de produção prevista no plano estratégico. São paradas de curto prazo. Mas aumentamos a produção em 12 meses em pouco mais de 3%, e a trajetória é de crescimento na curva projetada para o período entre 2024 e 2028."

Segundo Prates, o mesmo aconteceu com relação a derivados, cuja queda nas vendas teria ocorrido "por questões de sazonalidade". Em função da queda sazonal das vendas, disse, a estatal aproveitou para realizar paradas de manutenção em refinarias, com destaque para as intervenções na Repar, no Paraná, e na Replan, em São Paulo.

Apesar das explicações do presidente da empresa, as ações da Petrobras figuraram ontem entre os papéis com desempenho mais negativo - com quedas de 2,74% (ON) e de 1,80% (PN), enquanto o Ibovespa (principal referência da Bolsa de Valores no País) avançou 0,28%. Segundo operadores, as ações da estatal acabaram limitando o potencial de alta do Ibovespa no dia.

Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, disse que o recuo das ações aconteceu "provavelmente em consonância com as decepcionantes métricas de receita e Ebitda (indicador de geração de caixa)" registradas pela Petrobras no primeiro trimestre, embora, operacionalmente, a empresa tenha mostrado uma performance sólida - "mantendo custos de extração em níveis bastante baixos". 

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