Economia

Receita com iPhone cai 7% e lucro da Apple recua 2,7% com crise de coronavírus

A receita da empresa foi de US$ 58,3 bilhões, superando a expectativa do mercado

Novo iPhone 11 Pro, com três câmerasNovo iPhone 11 Pro, com três câmeras - Foto: Apple/Divulgação

A Apple registrou queda de 6,7% na receita com a venda de iPhones, totalizando US$ 28,9 bilhões em seu segundo trimestre fiscal, divulgado nesta quinta-feira (30).

O comércio de smartphone, que ainda representa grande parte do faturamento da companhia, sofreu com a queda da demanda em países consumidores que tiveram lojas fechadas devido à pandemia de coronavírus.

A receita da empresa foi de US$ 58,3 bilhões, superando a expectativa do mercado. O valor ficou 1% acima na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

Leia também:
Apple lança iPhone 'popular' com preço inicial de R$ 3.700
Google e Apple lançam tecnologia que notifica contato com contaminado por coronavírus


Analistas aguardavam uma receita em torno de US$ 54,6 bilhões, acompanhando a própria revisão para baixo da empresa, que antes da crise de coronavírus projetava receita de US$ 63 bilhões a US$ 67 bilhões no trimestre.

"Apesar do impacto global sem precedentes da Covid-19, estamos orgulhosos de informar que a Apple cresceu no trimestre, impulsionada por um recorde de todos os tempos em serviços e um recorde trimestral de wearables [vestíveis]", afirmou Tim Cook, presidente da companhia.

O executivo também destacou a manutenção do compromisso de longo prazo da companhia, de contribuir com US$ 350 bilhões para a economia dos Estados Unidos.

Em 28 de janeiro deste ano, a gigante de tecnologia americana havia batido recorde, com receita de US$ 91,8 bilhões e crescimento de 9% no ano.

Neste trimestre, seu lucro caiu 2,7%, para US$ 11,2 bilhões, abaixo dos US$ 11,5 bilhões registrados no mesmo intervalo do ano anterior. O fluxo de caixa operacional foi de US$ 13,3 bilhões no trimestre, aumento de US$ 2,2 bilhões em relação ao ano anterior.

A Apple foi a primeira grande empresa americana a informar, em meados de fevereiro, quando a crise de coronavírus avançava para além da China, que não cumpriria a receita projetada para este semestre.

A fabricante teve a produção de smartphones afetada pela interrupção do fornecimento de componentes da China, uma vez que as plantas industriais pararam.

As vendas na China também foram prejudicadas com o fechamento de lojas. O país é o maior mercado consumidor de aparelhos móveis, onde a Apple tem 42 lojas.

Em fevereiro, a venda de iPhones na China foi inferior a 500 mil, de acordo com dados do governo divulgados na época, queda de mais de 60% em relação ao mesmo mês de 2019.

Em março, a venda cresceu para cerca de 2,5 milhões, ainda cerca de 20% menor na comparação com março de 2019.

Diante desse cenário, o balanço deste segundo trimestre fiscal era muito aguardado pelo mercado e foi descrito como um dos mais "imprevisíveis e interessantes da história" da Apple, em relatório do banco Goldman Sachs.

O segmento de acessórios cresceu de US$ 5,1 bilhões para US$ 6,2 bilhões, bem como o de serviços, que apresentou maior alta, indo de US$ 11,4 bilhões a US$ 13,3 bilhões.

Este foi o primeiro balanço da companhia a contabilizar o trimestre completo da Apple TV+, serviço de streaming da companhia, lançado em 1º de novembro de 2019.

As ações da companhia subiram 2% nesta quinta, cotadas a US$ 293,80. A empresa vale US$ 1,2 trilhão.

A Amazon, que também divulgou seus resultados trimestrais nesta quinta, teve alta de 4,3%, a US$ 2.474, valor recorde que também a colocou na faixa de US$ 1,2 trilhão em valor de mercado.

Acompanhe a cobertura em tempo real da pandemia de coronavírus

 

Veja também

Após decisão do STF, governo prepara novo decreto para cortar IPI
Imposto

Após decisão do STF, governo prepara novo decreto para cortar IPI

Juíza nega parcialmente pedido de Musk contra Twitter em mais um capítulo da disputa judicial
Decisão judicial

Juíza nega parcialmente pedido de Musk contra Twitter em mais um capítulo da disputa judicial