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Terminal náutico

Recife Marina se consolida como escala internacional da navegação de alto padrão

Com capacidade para receber de veleiros oceânicos a superiates, estrutura pernambucana ganha projeção global ao sediar etapas da Mini Globe Race, receber o Bad Company Support e ampliar agenda internacional

Recife Marina se consolida como escala internacional da navegação de alto padrãoRecife Marina se consolida como escala internacional da navegação de alto padrão - Foto: Divulgação

Com uma infraestrutura capaz de receber desde veleiros de pequeno porte até superiates de luxo com mais de 30 metros de comprimento, a Recife Marina, que fica localizada às margens do Rio Capibaribe, na altura do Cais de Santa Rita, na área central da cidade, vem consolidando sua posição como um dos principais polos náuticos do Nordeste e ampliando sua presença no circuito internacional da navegação. A passagem recente dos veleiros da Mini Globe Race pela capital pernambucana, somada à atracação do superiate Bad Company Support, evidencia não apenas a versatilidade da marina, mas também sua maturidade operacional e estratégica.

Segundo o gerente-geral da Recife Marina, Antonio Fazio, a capacidade técnica para atender embarcações de diferentes portes já foi comprovada na prática. “Há registros recentes de mega embarcações atracadas no local, o que confirma que a infraestrutura comporta desde veleiros menores até iates de luxo de grande porte”, afirma. Para ele, esse desempenho não é episódico, mas resultado de um projeto estruturado para atender padrões internacionais.

Esse conjunto de atributos foi decisivo para que Recife fosse escolhida como ponto de parada da Mini Globe Race, uma competição que reúne veleiros em uma volta ao mundo. De acordo com Fazio, pesaram fatores como a qualidade da marina, sua robustez técnica e, sobretudo, a posição geográfica estratégica da cidade. “Os veleiros que circundam o globo passam naturalmente próximos ao Recife, o que nos coloca em uma rota privilegiada. Soma-se a isso o padrão internacional da estrutura e a facilidade nos trâmites de documentação para ingresso no Brasil”, explica.

Superiate
A recepção simultânea de veleiros de competição e de um superiate como o Bad Company Support, nesse contexto, surge como um desdobramento natural. “A marina está preparada para tudo”, resume Fazio, ao destacar que a operação de embarcações de grande porte faz parte da vocação do espaço e do nível de exigência para o qual a infraestrutura foi concebida.

Entre os diferenciais que garantem segurança e eficiência nessas operações estão a qualidade construtiva e a robustez da marina, aliadas a serviços individualizados no cais. “Cada vaga dispõe de fornecimento próprio de água e energia, o que atende às necessidades específicas de embarcações maiores e mais complexas”, detalha o gerente-geral.

No caso dos superiates, as demandas vão além da atracação. “Eles exigem facilidade de abastecimento, serviços compatíveis com marinas internacionais, além de acesso controlado e segurança 24 horas”, observa Fazio. Esses fatores, segundo ele, contribuem para posicionar a Recife Marina em um patamar de competitividade com outros destinos náuticos consolidados.

Esse posicionamento já começa a se refletir em maior visibilidade internacional. De forma gradual, a marina tem sido cada vez mais referenciada em aplicativos especializados do setor e por meio do próprio networking entre navegadores. “O boca a boca é muito forte nesse meio, e as informações sobre nossas qualidades têm circulado cada vez mais”, destaca.

O impacto desse fluxo de embarcações também se estende para além da marina. “Trata-se de um público com poder aquisitivo elevado, o que gera efeitos diretos na economia do entorno”, afirma Fazio, ao reforçar a vocação internacional do equipamento e sua capacidade de atrair um perfil diferenciado de visitantes.

Futuro
Com o calendário náutico em expansão, a Recife Marina já projeta os próximos passos desse processo de consolidação. Na próxima semana, o espaço receberá um rally World ARC, com a chegada de 29 veleiros de países como França, Inglaterra, Suécia e Holanda, que permanecerão até o dia 4 de março. 

Já em março, a marina será novamente ponto de apoio da regata Globe 40, outra competição de volta ao mundo, que contará, inclusive, com representantes brasileiros. Um movimento contínuo que reafirma o Recife como escala estratégica da navegação internacional.
 

  • Recife Marina se consolida como escala internacional da navegação de alto padrão | Foto: Divulgação
    Recife Marina se consolida como escala internacional da navegação de alto padrão | Foto: Divulgação
  • Recife Marina se consolida como escala internacional da navegação de alto padrão | Foto: Divulgação
    Recife Marina se consolida como escala internacional da navegação de alto padrão | Foto: Divulgação
  • Recife Marina se consolida como escala internacional da navegação de alto padrão | Foto: Divulgação
    Recife Marina se consolida como escala internacional da navegação de alto padrão | Foto: Divulgação
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    Recife Marina se consolida como escala internacional da navegação de alto padrão | Foto: Divulgação
  • Recife Marina se consolida como escala internacional da navegação de alto padrão | Foto: Divulgação
    Recife Marina se consolida como escala internacional da navegação de alto padrão | Foto: Divulgação
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