Empreendedorismo

Recifense deixa o Brasil e hoje tem a própria empresa nos EUA

Aos 23 anos, a pernambucana Swhany Rocha, com passaporte em mãos e sem emprego algum no Recife, resolveu que iria mudar sua vida

Swhany Rocha saiu do Brasil aos 23 anos e hoje tem a própria empresa de faxina nos EUASwhany Rocha saiu do Brasil aos 23 anos e hoje tem a própria empresa de faxina nos EUA - Foto: Reprodução/Instagram

Quando a recifense Swhany Rocha resolveu que queria mudar de vida, aos 23 anos de idade, os Estados Unidos foi o destino escolhido por ela para começar sua trajetória. Há cinco anos e sem muito dinheiro, já em solo americano, chegou a morar em um único quarto com a família, por meses, até conseguir se estabilizar financeiramente. O objetivo era dar uma vida melhor à família. De lá para cá, Swhany deu início à jornada empreendedora e hoje já tem a própria empresa de limpeza, a Lessa’s cleaning, na cidade de Boston, em Massachusetts, no EUA.

A trajetória não foi fácil. Depois de conseguir tirar o visto americano - após algumas tentativas -, a pernambucana, com passaporte em mãos e sem emprego algum, resolveu que iria mudar sua vida. “O que me motivou foi a oportunidade de dar um estilo de vida melhor à minha família, com educação melhor. Queria mudar totalmente e foi isso que me impulsionou”, lembra. 

Ao chegar à terra do Tio Sam, logo no dia seguinte Swhany já tivera um local para trabalhar. “Ainda não tinha em mente o que iria fazer. Trabalhava lavando pratos, entregando pizza. Depois fui trabalhar com outras mulheres que já tinham suas próprias empresas de limpeza”, afirma a recifense. 
 

Ainda segundo Swhany, existem brasileiros que humilham os compatriotas. “Muitos dos recém chegados são explorados, não recebem hora extra. Foi o que aconteceu comigo. Depois de 1 ano e meio aqui, resolvi começar a correr atrás dos meus próprios clientes”, detalha. 

Hoje a pernambucana já consegue ter uma melhor qualidade de vida. Tirou a mãe e o marido dos seus respectivos trabalhos para dar força à nova firma. Contratou outra funcionária e atualmente a empresa de limpeza já tem mais de 60 clientes norte-americanos que utilizam do seu serviço. 
 

Swhany Rocha

“O trabalho aqui não é fácil. Eu não romantizo os EUA. Gostaria de ressaltar bem isso. A gente sofre por parte de alguns brasileiros que exploram, muitas vezes, quem é novo e tá chegando. A gente trabalha muito e rala demais. Fazemos a limpeza entre 4 a 6 casas por dia”, explica. “O lugar onde estou hoje ‘facilitou’, digamos assim. Mas não seria impossível eu vencer no meu país de origem também”, acrescenta.

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Swhany Rocha (@oficial.sw)


Além da empresa, Swhany também usa as redes sociais para contar sobre a rotina do trabalho e da sua vida em território norte-americano. Nos vídeos, a pernambucana ainda compara preços de itens entre Brasil e EUA, além de mostrar a rotina do trabalho como faxineira. “Já consigo monetizar meu Instagram e digo que hoje tenho duas empresas. Consigo ganhar dinheiro tanto na internet como na parte de limpeza”, pontua.

 

De acordo com as estimativas mais recentes, cerca de 1,6 milhão de brasileiros vivem nos Estados Unidos. No entanto o Ministério das Relações Exteriores disse, por meio de nota à reportagem, que “não dispõe de dados exatos sobre a variação no número de brasileiros residentes nos Estados Unidos nos últimos 4 anos, já que não é obrigatório o registro de residência ou de partida junto às autoridades consulares brasileiras”.

Veja também

Brasil recua no ranking global dos países com maior PIB per capita em 2020
Economia

Brasil recua no ranking global dos países com maior PIB per capita em 2020

Com piora da pandemia, bancos traçam cenário mais pessimista para a economia
Economia

Com piora da pandemia, bancos traçam cenário mais pessimista para a economia