Reconhecimento facial da Amazon confundiu atletas com criminosos, diz ACLU

A tecnologia da empresa americana, chamada Rekognition, enfrentou críticas similares no passado

Duron Harmon, número 21 do Patriots; ele foi um dos atletas confundidos pela tecnologia de reconhecimento da Amazon Duron Harmon, número 21 do Patriots; ele foi um dos atletas confundidos pela tecnologia de reconhecimento da Amazon  - Foto: AFP

O software de tecnologia de reconhecimento facial da Amazon confundiu 27 atletas profissionais com criminosos de um banco de dados em testes conduzidos pela União Americana de Liberdades Civis (ACLU) de Massachusetts.

A tecnologia da empresa americana, chamada Rekognition, enfrentou críticas similares no passado. O braço da ACLU disse que comparou fotografias de 188 atletas com uma base de 20 mil retratos falados. Os esportistas eram de times de hóquei, basquete, futebol americano e beisebol -do Boston Bruins, Boston Celtics, New England Patriots e Boston Red Sox.

Duron Harmon, da defesa do Patriots, chamou a tecnologia de falha e disse que ela "não deveria ser usada pelo governo sem proteção".

Kade Crockfotd, diretora do programa de Tecnologia para Liberdade da ACLU Massachussetts, afirmou que os resultados demonstram, junto a outras evidências, que tecnologias de vigilância por face não reguladas representam uma "séria ameaça aos direitos individuais e às liberdades democráticas" na mão de agências governamentais.

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"A vigilância facial é perigosa quando não funciona, e quando funciona", disse.
Em comunicado a uma televisão local de Boston, a empresa disse que o teste da ACLU deturpou a tecnologia de reconhecimento facial.

"Como dissemos várias vezes no passado, quando usada com a recomendação de 99% de confiança e como parte de uma decisão orientada por humanos, a tecnologia de reconhecimento facial pode ser usada para uma longa lista de propósitos benéficos, do auxílio na identificação de criminosos e crianças desaparecidas à inibição do tráfico humano."

A Amazon apoia uma legislação federal de reconhecimento facial para garantir seu uso responsável.

Em setembro, Jeff Bezos, presidente-executivo da empresa, afirmou que a equipe de políticas públicas da companhia estava trabalhando em questões regulatórias ligadas ao tema.

"É um exemplo perfeito de algo que tem usos realmente positivos, para que você não queira barrar. Ao mesmo tempo, há muito potencial para abusos com esse tipo de tecnologia, e você deseja regulamentações", afirmou na ocasião.

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