Redes sociais aliadas do pequeno empreendedor

A quarta reportagem da série “Negócios à vista” mostra como o uso de redes como Instagram e Facebook podem ajudar a alavancar os pequenos empreendimentos

Redes sociais auxiliaram a startup "Colher de Chá"Redes sociais auxiliaram a startup "Colher de Chá" - Foto: Julya Caminha/Folha de Pernambuco

Popular rede social para fotos e uso pessoal, o Instagram possui cerca de 80% dos usuários seguindo algum perfil de negócio, segundo dados da própria empresa. Já no Facebook, 70% dos perfis criados estão conectados a pelo menos uma página de negócios no Brasil. Para quem faz parte dessa estatística e quer impulsionar o próprio negócio, saber utilizar as diversas redes sociais é essencial para o sucesso, seja para quem já tem a própria empresa ou para quem vai abrir uma nova em breve. Ser criativo e interativo nas redes sociais, seja nos próprios perfis quanto em contas comerciais, é a estratégia utilizada por pequenos e microempresários pelo País.

O caminho da interação e da criatividade nas redes sociais foi trilhado pela empresária Cecília Monteiro. Sócia e produtora de conteúdo pelo “Colher de Chá”, aplicativo que conecta receitas e a vida dos usuários através da geração de listas de compras automatizadas, ela conta como o bom uso do Instagram, principalmente, ajudou o perfil a ser mais conhecido e melhor avaliado. “Dá um retorno excelente, com um esforço financeiro menor. Você tem menor custo e menor possibilidade de perda, além de lidar direto com o cliente”, explica Cecília.

Ao lado de Marina Monteiro, responsável pelas redes sociais, e Aline van der Linden, responsável pelo conteúdo, o aplicativo ainda está na fase de incubação juntamente com o Porto Digital. Com o Instagram criado em julho deste ano, o Colher de Chá possui mais de dois mil seguidores, além de links e dicas para quem visita o perfil, gerando maior interação com o visitante. “A dica que eu tenho é para, quem quiser iniciar, procurar uma pessoa que já tenha um pouco de experiência e depois buscar conteúdos na internet, pelo menos o básico”, diz a empresária.

O aperfeiçoamento das redes sociais também rendeu bons frutos para o empreendedor Lucas Carvalho. Ele utiliza a própria rede pessoal para impulsionar suas vendas com uma marca de produtos de tecnologia de ponta, que promove tratamentos para juventude e nutrição. “Eu deixei de fazer apenas propaganda e comecei a mostrar o resultado e meu próprio trabalho, utilizando também a minha experiência com os produtos”, afirma. A "aventura" de Carvalho o levou a utilizar a estratégia para um novo negócio: um bar e petiscaria que será aberto nos próximos meses. "Aquilo que aprendi no meu perfil pessoal também vai servir, claro que em um novo contexto, para essa empresa", diz.

Casos com o de Carvalho podem ser aplicados para empreendedores de outras áreas. Basta ter o conhecimento inicial das ferramentas. “As redes sociais são ferramentas simples e práticas. Se a empresa tem claro quem ela é, onde quer chegar e quais transformações quer causar em seus clientes, aprender a manusear as redes é um detalhe”, explica a empresária Sabrina Beltrão, CEO da Ekoa. Ao lado de Alessandra de Morais e Marcella Dornelles, ela comanda a startup, que está incubada no Porto Digital e que tem foco em cursos e workshops na área de marketing digital e impulsão nas redes sociais.

Seja no Twitter, Facebook, LinkedIn ou Instagram, o menor custo por ter contato mais facilmente com o cliente é atrativo, e um dos grandes diferenciais. Através da palma da mão (com o celular) ou do computador,as ferramentas aparecem como um grande auxiliar, principalmente para quem está começando. Ainda mais: é uma maneira prática de encurtar distâncias. “É uma forma delas conseguirem maior renda. Temos um dado que mostra que empresas conseguem ter 20% a mais de lucro com as nossas redes sociais”, diz Andréa Leal, public policy do Facebook/Instagram para a América Latina. “74% das empresas no Brasil começaram a vender para outros estados e outros países quando começaram a usar nossas redes”, completa.

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Como começar?

Mesmo sem possuir uma empresa especializada para realizar o trabalho nas mídias sociais, é possível dar os primeiros passos com seu pequeno negócio. A grande dúvida é: qual a melhor maneira de começar? A primeira ação é estar presente, seja no Instagram, Twitter, Facebook ou LinkedIn. Ter um perfil pessoal como forma de experimentar as diversas ferramentas é essencial, pois deixa apenas para o perfil comercial as experiências positivas. Passada a entrada nas redes, interagir com os clientes também é importante.

“Conversar com seu público é extremamente importante para ter engajamento e resultados. Pedir sugestões de criação de conteúdo, perguntar se o formato que está criando está acessível”, explica Sabrina Beltrão sobre o Instagram. “O importante é mostrar que existem pessoas por trás daquela empresa. Enquanto ferramenta, funciona bastante fazer stories diariamente, postar vídeos educativos sobre seu segmento de 2 a 10 minutos no IGTV e anunciar suas postagens pela função “Promover” do Instagram”, completa.

Além disso, o Twitter também é um ótimo lugar para interagir com o cliente além dos posts patrocinados. Com uma grande quantidade de informações circulando, é importante primeiramente conhecer a ferramenta, saber quais tweets publicar e principalmente quem seguir.

De acordo com o Twitter Brasil, são cerca de 288 mil chefes executivos (CEO’s) com usuários na plataforma, interagindo com clientes, concorrentes e outros usuários da rede. Além disso, a empresa possui programas de orientação para quem está começando na plataforma como o Twitter For Business (Twitter Para Negócios, em português), e quer utilizá-la para expandir o alcance do negócio.

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