Refinanciamento imobiliário: entenda um pouco mais sobre essa modalidade de empréstimo

Saiba por que o refinanciamento imobiliário é uma boa opção de empréstimo no mercado

Refinanciamento ImobiliárioRefinanciamento Imobiliário - Foto: Divulgação

Está atolado em dívidas e não sabe o que fazer? Bom, se você tiver um imóvel em seu nome, apostar no refinanciamento imobiliário pode ser uma boa saída para saldar os débitos e dar uma aliviada no orçamento mensal.

Na verdade, essa opção não é apenas uma saída para zerar as dívidas. O refinanciamento pode ser a melhor maneira de comprar um novo carro ou mesmo uma nova casa, por exemplo, mas com juros baixos.

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Com prazo de pagamento longo, podendo chegar até a 20 anos, e taxas baixas de juros, o refinanciamento imobiliário costuma atrair muita atenção de consumidores, apesar de ainda não ser muito conhecido no Brasil.

O que é refinanciamento imobiliário
O refinanciamento imobiliário é uma modalidade de empréstimo, que consiste na liberação de crédito dando um imóvel como garantia. O contrato é firmado com um banco ou financeira. O valor é creditado na conta do cliente.

Essa transação é vantajosa para os bancos, porque coloca um imóvel como garantia. Assim, a instituição financeira praticamente zera as chances de tomar um calote. Caso, o devedor não honre o pagamento da dívida, o banco pode requerer o imóvel para a quitação do débito.

E o que é o grande benefício para os bancos é o grande risco para o consumidor. Isso porque quem não consegue pagar as parcelas em dia, pode perder o imóvel, já que o banco tem o direito de leiloar o imóvel para quitar a dívida. Por isso, esse tipo de empréstimo requer bastante planejamento.

Como funciona o refinanciamento imobiliário?

Para fazer o refinanciamento será preciso ter um imóvel quitado em seu nome. Dificilmente, o banco aprova a transação para imóveis não quitados ou em processo de inventário. Assim, é necessário apresentar o imóvel ao banco, para que ele possa fazer a avaliação.

Outra característica do refinanciamento imobiliário é que ele libera um bom volume de crédito. Para se ter ideia, o valor mínimo liberado pelos bancos é R$ 30 mil. O consumidor pode conseguir até crédito de até 60% do valor de avaliação do imóvel.

Num exemplo simples, um imóvel avaliado em R$ 200 mil pode gerar um crédito de R$120 mil. O crédito liberado tem um prazo de pagamento longo. Geralmente, entre 15 e 20 anos, em parcelas mensais e com juros bem baixos.

Ao fazer essa transação, o imóvel dado como garantia fica alienado ao banco, ou seja, ele não pode ser vendido ou repassado a terceiros enquanto a dívida não for quitada. O proprietário pode continuar morando no imóvel ou alugá-lo, caso deseje.

Quais são as vantagens e desvantagens do refinanciamento imobiliário?

Como toda modalidade de empréstimo, o refinanciamento imobiliário tem as suas vantagens e desvantagens.

Vantagens
Juros baixos é uma das principais vantagens do refinanciamento imobiliário. As taxas de juros ficam em torno de 1% e 2% mensalmente, enquanto o empréstimo pessoal pode chegar a até 27% ao mês e o empréstimo consignado entre 1,5% e 5%.

Em relação a outras modalidades de empréstimo, o refinanciamento imobiliário é o que tem o prazo de pagamento mais longo, podendo chegar a até 30 anos. Isso garante parcelas menores e mais ajustáveis ao orçamento mensal do cliente.

Desvantagens

Para aprovar a transação, o banco precisa confirmar que o imóvel pertence ao solicitante, está quitado e não possui qualquer dívida. Também há um processo de análise de renda para que o refinanciamento seja aprovado, por isso o processo pode demorar um pouco para sair, por isso o processo pode ser lento e burocrático, uma de suas maiores desvantagens.

O refinanciamento imobiliário é algo que precisa ser bem planejado devido ao seu alto risco. Afinal, caso o devedor não honre o pagamento, ele perde o imóvel dado como garantia, o que pode agravar a situação, caso ele more ou esteja com o imóvel alugado.

O processo deve ser bem planejado para garantir que as parcelas caibam dentro do orçamento mensal, para que não haja riscos de perda do imóvel dado como garantia.

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