Reforma da Previdência será votada ainda no primeiro semestre, diz Marun

Segundo Marun, a comissão deve aprovar o relatório no fim de março, para a proposta ir ao plenário da Câmara em seguida

Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS)Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) - Foto: Camila Domingues/Palácio Piratini

O governo e a base aliada trabalham para aprovar a reforma da Previdência ainda neste primeiro semestre, disse nesta quarta-feira (8) o presidente indicado da comissão especial que discute a proposta na Câmara, deputado Carlos Marun (PMDB-MS). Ele reuniu-se hoje com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para discutir o cronograma da proposta.

Segundo Marun, a comissão deve aprovar o relatório no fim de março, para a proposta ir ao plenário da Câmara em seguida. O objetivo, disse, é aprovar o texto no Senado até o fim de junho.

Instalada nessa terça-feira (7) à noite, a comissão especial que discute a reforma da Previdência elegerá o seu presidente amanhã (9) à tarde. Os partidos já definiram que caberá a Marun presidir a comissão e que a relatoria ficará com o deputado Arthur Maia (PPS-BA).

Inicialmente, os parlamentares trabalhavam com a expectativa de aprovar a reforma da Previdência somente no segundo semestre. Marun diz que está trabalhando com cuidado e negou querer acelerar as discussões. “Alguém já ouviu falar que eu sou o [Emerson] Fittipaldi para acelerar? Cabe a mim a condução, não o mérito. Vamos fazer uma condução serena, mas num ritmo constante para que, sem atropelo, possamos ouvir os segmentos da sociedade e construir a nossa convicção”, declarou.

O deputado evitou dizer se o Congresso pode alterar a proposta do Executivo, que institui idade mínima de 65 anos para a aposentadoria e 49 anos de contribuição para receber 100% do benefício. “Pelo que tenho conversado com parlamentares, existe uma consciência em relação à necessidade da reforma. A proposta é boa, [mas] deve receber alguns aprimoramentos. Não cabe a mim dizer quais são. Isso vai depender das discussões, mas tenho certeza de que o texto é um bom ponto de partida”, concluiu.

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