Remédios devem subir 3,4%

Diretor da Interfama, Pedro Bernardo explicou que o reajuste é calculado anualmente com base na inflação de fevereiro e em um fator de produtividade do Ministério da Saúde

MedicamentosMedicamentos - Foto: Sérgio Bernardo/Arquivo Folha de Pernambuco

 

Em abril, é a vez de os remédios ficarem mais caros. E o reajuste deste ano deve girar em torno de 3,4%, segundo a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), que, no ano passado, antecipou o percentual de 12,5% definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Diretor da Interfama, Pedro Bernardo explicou que o reajuste é calculado anualmente com base na inflação de fevereiro e em um fator de produtividade do Ministério da Saúde. Como esse fator já foi anunciado, a Interfarma fez uma estimativa do reajuste com base na previsão do Banco Central para a inflação de fevereiro. “Segundo o BC, o índice deve ficar em torno de 5% e o fator já divulgado pelo Governo é de 3,4%. Por isso, o reajuste médio deve ser de 3,4%”, calculou.
Bernardo esclareceu que os medicamentos sofrem três reajustes diferentes, de acordo com a sua disponibilidade. O grupo 1 concentra os remédios que têm mais oferta no mercado, como os de hipertensão e diabetes, e leva a maior alta, equivalente ao IPCA.

 Já o grupo 3 reúne os produtos mais recentes e de menor oferta e tem a menor alta de preços, que neste ano seria de 1,6%. Já o grupo 2 fica com os medicamentos intermediários e teria uma alta de 3,4%. A média dos reajustes também seria, portanto, de 3,4%.
Se confirmada, a alta será a menor desde 2008 e pode facilitar o acesso da população aos remédios. E é justamente com o aumento de vendas que a indústria farmacêutica espera manter seu faturamento neste ano, já que, segundo a Interfarma, o reajuste de 3,4% não cobrirá todos os gastos do setor. O reajuste oficial dos medicamentos será anunciado pelo Governo Federal em 31 de março e começa a valer em 1º de abril.

 

Veja também

Governo estuda desoneração linear para gerar emprego
Economia

Governo estuda desoneração linear para gerar emprego

Fechamento de fábricas da Ford põe em dúvida futuro do setor no Brasil
Montadoras

Fechamento de fábricas da Ford põe em dúvida futuro do setor no Brasil