Governo Federal

Rui Costa nega que governo vá prorrogar o programa que dá desconto a carros

Ministro-chefe da Casa Civil participou da reunião ministerial no Palácio do Planalto

Lula e Rui Costa na reunião ministerial desta quinta-feira (15)Lula e Rui Costa na reunião ministerial desta quinta-feira (15) - Foto: Ricardo Stuckert/PR

Após a reunião ministerial que durou mais de nove horas nesta quinta-feira (15), o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, negou que o governo pretenda prorrogar o programa que dá desconto para carros populares. Segundo ele, os resultados do projeto mostram apenas que a redução dos juros e a concessão de crédito podem ser um motor para o crescimento da economia.

O ministro falou sobre o assunto após o programa ser elogiado por Luiz Inácio Lula da Silva na reunião com integrantes do primeiro escalão. Durante uma fala do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o presidente comentou com o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, que o programa de incentivo ao carro popular deveria ser prorrogado porque está “sendo um sucesso”.

Segundo Rui Costa, Lula estava fazendo uma "brincadeira".

— Não está no planejamento do governo (prorrogar o programa). Apesar desse absoluto sucesso demonstrar para todo o país que se nós dermos condição de crédito, se baixarmos custos financeiros, vai haver consumo nesse país, a indústria vai voltar a produzir, o varejo vai vender. Com um pequeno estímulo como esse já é um resultado muito expressivo no comércio.

Ele completou que uma das metas do governo é estimular o consumo a partir da "base pirâmide".

— O presidente, ao ouvir relato dos bancos públicos, como o depoimento do Paulo Câmara, do Banco do Nordeste, (quer) aumentar o microcrédito para irrigar a economia, assim como está fazendo Banco do Brasil e Caixa Econômica, para dar mais crédito barato para os mais pobres e os que mais precisam, para a partir da base da pirâmide fazer com que a economia possa crescer e a atividade econômica possa gerar emprego.

Durante a reunião, Haddad também afirmou que o governo enfrenta uma certa alienação por parte do Banco Central que não reduz as taxas de juros.

Nesse momento, o ministro dos Transportes, Renan Filho, comentou que a mobilização pela redução dos juros está tão forte, que até Haddad e Simone Tebet (Planejamento), de perfil mais sóbrio, passaram a cobrar o BC.

Rui Costa também tratou do assunto:

— O otimismo econômico voltou. E há hoje um verdadeiro clamor da sociedade, dos empresários, o presidente recebeu representantes do varejo, que vieram de forma unânime pedir apoio à queda da taxa de juros— disse o ministro.

 

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