EUROPA

Rússia prepara lei para confiscar empresas ocidentais que estão deixando o país

Moscou poderá designar interventor para negócios cuja propriedade seja de países considerados "não amistosos"

Nesta foto de arquivo tirada em 30 de março de 2022, o presidente russo Vladimir Putin se reúne com o chefe regional da Inguchétia no Kremlin em MoscouNesta foto de arquivo tirada em 30 de março de 2022, o presidente russo Vladimir Putin se reúne com o chefe regional da Inguchétia no Kremlin em Moscou - Foto: Mikhail Klimentyev / SPUTNIK / AFP

A Rússia está preparando uma lei para que o governo possa confiscar as operações no país de multinacionais ocidentais que decidiram deixar o mercado russo após a guerra na Ucrânia.

A lei deverá ser apresentada em algumas semanas e dará poder ao governo de intervir nas empresas locais sempre que houver riscos aos empregos ou à indústria locais. Isso vai dificultar que as multinacionais deixem o país rapidamente, a não ser que estejam dispostas a sofrer um forte baque financeiro.

A iniciativa para confiscar propriedades estrangeiras vem na sequência de um êxodo em massa de marcas ocidentais, como McDonald’s, Starbucks e AB InBev. E em meio a uma forte recessão na economia russa, que enfrenta ainda uma escalada da inflação.

Apesar da debandada de empresas ocidentais, várias multinacionais ainda enfrentam dificuldades para deixar por completo suas operações no país. A lista inclui bancos como o italiano UniCredit e varejistas como a sueca Ikea, além de cadeias de fast-food como a americana Burger King.
 

A lei permitirá que o governo russo designe interventores para empresas cujos donos sejam de países considerados “não amistosos”.

O governo russo normalmente usa o termo “não amistoso” para os países que impuseram sanções à Rússia após a invasão da Ucrânia, ou seja, os Estados Unidos e membros da União Europeia.

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