Saiba como fugir dos golpes aplicados nos aposentados

Caso identifique algo errado, a dica é registrar um boletim de ocorrência, reclamar com o INSS e com a instituição, além de pedir o ressarcimento dos valores

Aposentados e pensionistas do INSSAposentados e pensionistas do INSS - Foto: Agência Brasil

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) devem desconfiar de promessas sobre revisões de benefícios e permanecer atentos a descontos desconhecidos em seus salários para que não sejam vítimas dos mais diversificados tipos de golpes.

As fraudes contra aposentados geralmente ocorrem de duas formas. A primeira e mais comum, de acordo com o advogado previdenciário Rômulo Saraiva, é o golpe do crédito consignado. O segurado é surpreendido por um desconto que não autorizou ou mesmo, se pediu o empréstimo e quitou, com a continuidade dos descontos.

O mesmo tipo de problema acontece com descontos de organizações às quais o segurado nunca se associou. Segundo Saraiva, o aposentado ou pensionista precisa olhar sempre o informe de pagamentos para identificar possíveis descontos não autorizados.

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Caso identifique algo errado, a dica é registrar um boletim de ocorrência, reclamar com o INSS e com a instituição, além de pedir o ressarcimento dos valores. Caso o dinheiro não seja devolvido, ele pode ir à Justiça.

Outro golpe comum que vem sendo aplicado é quando associações abordam aposentados e pensionistas por telefone ou enviam cartas dizendo que eles têm direito a uma revisão no INSS que pode pagar uma bolada.

Para cumprir a promessa de vitória, os golpistas pedem pagamento antecipado. O segurado que for abordado deve sempre procurar uma segunda opinião e não fornecer dados bancários.

Servidores

Os servidores públicos também podem ser vítimas de golpes. Recentemente, um pensionista do estado, de 82 anos, recebeu uma correspondência em nome de uma associação prometendo o pagamento de precatórios.

Desconfiada de golpe, a família ligou para o número que estava na carta e foram solicitados R$ 6.000 para liberar os R$ 80 mil prometidos."Eles abordam idosos que são vulneráveis. É preciso ficar atento", disse a nora do pensionista. A São Paulo Previdência (SPPrev) orienta seus beneficiários a não fornecer dados bancários.

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