DESTROÇOS DO TITANIC

Saiba quem é bilionário que planeja viagem ao Titanic para "provar segurança" de submarino

Ricaço de Ohio, Larry Connor planeja levar um submarino de mais de R$ 100 milhões ao mesmo local onde embarcação implodiu no ano passado

Larry Connor, bilionário que planeja viagem aos destroços do Titanic para 'provar segurança' Larry Connor, bilionário que planeja viagem aos destroços do Titanic para 'provar segurança'  - Foto: Reprodução

Um bilionário de Ohio, nos Estados Unidos, anunciou que planeja levar um submarino de águas profundas aos destroços do Titanic.

O objetivo agora é provar que a indústria de submarinos de águas profundas está mais segura após o naufrágio da embarcação Titan da OceanGate, que implodiu no fundo do mar no ano passado.

Connor tem um currículo extenso, além de bilionário do setor imobiliário, também é piloto de corrida e astronauta particular. E agora quer se tornar a primeira pessoa a ir ao local do naufrágio do navio após a implosão do submarino.

Conoor, de 74 anos, já tem um histórico de aventuras radicais, como saltar de paraquedas de um balão de uma alta de 38.139 pés (aproximadamente 11,6 km), viajar 35.876 pés (aproximadamente 10,9 km) abaixo do nível do mar até a Fossa das Marianas e se tornar um dos primeiros astronautas privados do mundo após viajar para a ISS na Missão Axiom 1, em 2022. As informações são da Forbes.

“Você tem que estar disposto a correr riscos calculados, não riscos estúpidos”, disse ele à revista americana no início deste ano.

O bilionário foi cofundador de uma imobiliária em Ohio, em 1991. Dez anos depois, comprou as partes de seus sócios e agora investe em apartamentos de luxo em todo o país por meio do Grupo Connor, que tem uma taxa de retorno anual de 30,4%, de acordo com a Forbes.

O Grupo Connor chegou a vender mais de US$ 6 bilhões (aproximadamente R$ 31 bilhões) em propriedades desde 1996. Com isso, Connor tem um patrimônio líquido pessoal estimado em US$ 2 bilhões (aproximadamente R$ 10 bilhões). Com isso, na terça-feira, ele se tornou a 1.691ª pessoa mais rica do mundo.

 

Além do ramo imobiliário, ele também comprou a empresa Orlando Computer Group, que era fornecedora de software e hardware para empresas. Com isso, se tornou o segundo maior revendedor de microcomputadores IBM na Flórida.

O investidor imobiliário Larry Connor afirmou que ele e o co-fundador da Triton Submarines, Patrick Lahey, vão mergulhar mais de 3.700 metros até o local do naufrágio em um submersível para duas pessoas, diferente da embarcação da OceanGate, que levava até cinco pessoas. A viagem ainda não tem data para acontecer.

— Quero mostrar às pessoas em todo o mundo que, embora o oceano seja extremamente poderoso, ele pode ser maravilhoso e agradável e realmente mudar a vida se você seguir o caminho certo — disse Connor ao Wall Street Journal.

Lahey projetou um submarino avaliado em US$ 20 milhões (cerca de R$ 100 milhões) chamado Triton 4000/2 Abyssal Explorer, que poderia, no papel, realizar a viagem até o Titanic diversas vezes.

“Durante o mergulho, o design protegido das "asas de gaivota" proporciona uma versatilidade de operação incomparável. Com as asas recolhidas, o submersível tem uma forma aerodinâmica para subida e descida, e é capaz de manobrar em espaços incrivelmente apertados. A posição baixa das luzes e câmeras é ideal para trabalho macro, observação científica ou filmagem próxima”, descreve a empresa.

— Patrick vem pensando e projetando isso há mais de uma década. Mas não tínhamos os materiais e tecnologia. Você não poderia ter construído este submarino há cinco anos — disse Connor.

Alguns dias após a tragédia da OceanGate, Connor ligou para Lahey e o instigou a construir um submersível melhor. — (Ele disse), sabe, o que precisamos fazer é construir um submarino que possa mergulhar para profundidades do Titanic repetidamente e com segurança e demonstrar ao mundo que vocês podem fazer isso, e que o Titan era um trambolho — disse Lahey ao jornal.

Lahey estava entre os críticos que acusaram a OceanGate de padrões de segurança questionáveis, chamando a abordagem da empresa de "bastante predatória".

Relembre o caso
Em junho do ano passado, o mistério em relação ao destino do submersível que desapareceu em expedição rumo aos destroços do Titanic demorou seis dias para chegar ao fim. Os detritos da construção foram encontrados pela Guarda Costeira americana no fundo do oceano, e análises do material indicaram que o veículo teve um final descrito como “catastrófico”. O engenheiro e especialista em submarinos, José Luis Martín, inclusive, afirmou que os passageiros podem ter percebido o que ia acontecer cerca de um minuto antes de morrer

As vítimas do acidente são o magnata britânico Hamish Harding, o CEO da OceanGate Stockton Rush, o mergulhador francês Paul-Henry Nargeolet, além do empresário paquistanês Shahzada Dawood e seu filho, Suleman Dawood. Detritos do submersível foram encontrados a cerca de 500 metros da proa do Titanic. Segundo o especialista em salvamento da marinha dos Estados Unidos Paul Hankins, os destroços “eram consistentes com a perda da câmara de pressão”.

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