Seca e crise agravam situação do Estado

A a crise econômica nacional tornou-se ainda mais grave na região por conta dos impactos da seca

Estudantes secundaristasEstudantes secundaristas - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O diagnóstico econômico deste ano é ainda mais preocupante quando se olha para o Nordeste e para Pernambuco. É que a crise nacional tornou-se ainda mais grave na região por conta dos impactos da seca, que, por si só, já reduziram a atividade produtiva local. E esses dois fatores ainda se somaram a mais uma onda de acontecimentos desestruturadores em Pernambuco, que viu o boom de Suape chegar ao fim, deixando milhares de trabalhadores sem emprego.

A economia paralisada

“Quando a crise começou, o Estado também sofria com a desmobilização das obras em Suape. E, neste ano, ainda foi atingido pela Operação Lava-Jato”, lembrou Jatobá, dizendo que as denúncias de corrupção paralisaram os investimentos da Petrobras e das empresas envolvidas no esquema, deixando muitos projetos não concluídos na Refinaria Abreu e Lima e no Estaleiro Atlântico-Sul e corroendo também as atividades das empresas satélites que se instalaram no entorno do Complexo de Suape para suprir as demandas dos empreendimentos.

“Nisto, muitos trabalhadores perderam o emprego. E, por conta da crise, eles não conseguiram se recolocar no mercado de trabalho”, completou Jatobá, dizendo que esta conjunção de fatores fez com que Pernambuco caísse mais que o Nordeste e o Brasil.

“O desemprego também é mais elevado por aqui. No Brasil, é de 11,8%; mas em Pernambuco chega a 14% e na Região Metropolitana do Recife vai até os 20%”, acrescenta Monteiro. Os economistas acreditam, no entanto, que a capacidade de recuperação do Estado é igualmente maior e pode favorecer o rearranjo produtivo local quando a economia nacional der sinais de melhora.

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