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Setor de serviços cai 0,3% em Pernambuco em fevereiro

Estado foi um dos nove a registrar queda no mês. A média nacional indica volta aos níveis pré-pandemia

Setor de serviçosSetor de serviços - Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

O setor de serviços em Pernambuco recuou 0,3% em fevereiro de 2021. Com esse índice, próximo à estabilidade, o Estado foi uma das nove unidades federativa com números em retração.

Na contramão, o percentual alcançado pelo Brasil foi avanço de 3,7%. Pela primeira vez, desde o início da Covid-19, os números nacionais superaram o que era registrado antes da pandemia. 

Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, divulgada nesta quinta-feira (15).

Para Pernambuco regressar aos índices do setor no pré-pandemia, faltam 5,5 pontos percentuais. O comparativo é feito com fevereiro de 2020, último mês antes da imposição das medidas de restrição por causa do coronavírus.

Na comparação entre fevereiro de 2021 e o mesmo período do ano passado, houve retração de 10,3% nos serviços no Estado - a queda na média brasileira foi menos acentuada: 2%. 

A variação acumulada no primeiro bimestre seguiu a mesma tendência, com redução de 3,5% no País e 10,6% em Pernambuco.

O acumulado do ano teve queda ainda maior, segundo o IBGE. A retração é de 8,6% no Brasil e 14,6% em Pernambuco.

Atividades
Todas as cinco atividades de serviços pesquisadas pela PMS tiveram queda na comparação entre fevereiro de 2020 e fevereiro de 2021 em Pernambuco. 

O segmento com o pior desempenho foi, mais uma vez, o de Serviços prestados às famílias de acordo com a pesquisa. Em fevereiro de 2021, a queda foi de 16,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Essa atividade, que inclui 23 tipos de serviços, como hotéis, bares, restaurantes, salões de beleza, espetáculos de artes cênicas e atividades esportivas em geral, apresenta sucessivos índices negativos desde março de 2019, mas a pandemia ocasionou quedas ainda mais significativas ao longo de 2020. 

O setor também tem os índices mais desfavoráveis nas variações acumuladas tanto do primeiro bimestre (-22,2%) quanto dos últimos doze meses (-46,2%).

Já os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio tiveram a segunda retração mais acentuada, de 11,3%, seguido pelos serviços profissionais, administrativos e complementares, que incluem, por exemplo, seleção de mão de obra, atividades jurídicas e aluguéis não imobiliários, como locação de veículos, cujo recuo foi de 10,5%. 

A categoria Outros serviços, como compra, venda e aluguel de imóveis, atividades de apoio à agricultura, à pecuária e
gestão de resíduos sólidos teve redução de 9,5% e a menor queda, de 5,9% ficou por conta dos serviços de informação e comunicação.

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