Setor de serviços cresce 1,6% em janeiro no Estado
Apesar do resultado, setor ainda não recupera perdas da pandemia
O setor de serviços, o mais prejudicado devido à pandemia da Covid-19, deu mostras de uma possível recuperação no primeiro mês de 2021. De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE, o segmento registrou avanço de 1,6% em janeiro, em comparação a dezembro de 2020. O resultado está acima da média nacional (0,6%), mas ainda deixa o Estado a 4,5 pontos percentuais do nível pré-pandemia, em fevereiro do ano passado.
O setor fechou 2020 com queda acumulada de 12,4%, resultado pior que a retração nacional do segmento (-7,8%). Quando comparado a janeiro do ano passado, a diminuição do índice em Pernambuco foi de 10,3%. O avanço apresentado no primeiro mês do ano pode ficar comprometido com a volta das medidas restritivas necessárias ao combate do coronavírus. “O impacto de um novo isolamento na atividade econômica vai ser abissal. 75% do nosso PIB gira em torno de serviços, então você isolar as pessoas, físicas e jurídicas, sem consumo e sem faturamento, o que vai gerar um impacto no segmento que mais emprega no nosso estado”, explicou o economista e diretor do CEDEPE Business School, Tiago Monteiro.
“A pandemia vem apresentando números bem mais alarmantes do que aqueles que a gente tinha quando houve o processo de isolamento social. É uma questão de ordem de saúde pública, econômica e financeira. Então o impacto será muito grande a depender do tipo e do tempo de isolamento que Pernambuco adotar”, complementou o economista.
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O mês de janeiro costuma atrair turistas para Pernambuco devido ao verão, que proporciona uma melhor experiência nas praias pernambucanas. Este ano, porém, o crescimento da atividade turística em relação a dezembro foi tímido (0,6%). O Estado ficou somente no nono lugar entre as 12 localidades nas quais a PMS pesquisa esse tipo de atividade, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, que tiveram desempenho negativo. Em comparação ao mesmo mês de 2020, a retração foi de 23,6%.
A PMS mostrou que todas as cinco atividades de serviços pesquisadas pela PMS tiveram queda na comparação entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021. O segmento com o pior desempenho foi a de Serviços prestados às famílias, com queda de 25,4%. Essa atividade, que inclui 23 tipos de serviços, como hotéis, bares, restaurantes, salões de beleza e atividades esportivas em geral, apresenta sucessivos índices negativos desde março de 2019, mas a pandemia ocasionou quedas ainda mais significativas ao longo de 2020, de acordo com o IBGE. O setor também tem os índices mais desfavoráveis na variação acumulada dos últimos doze meses (-45,3%).
Já os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio tiveram a segunda retração mais acentuada, de 10,7%, seguido pelos serviços de informação e comunicação, cuja queda foi de 8,2%. A categoria de Serviços profissionais, administrativos e complementares, que incluem, por exemplo, seleção de mão de obra, atividades jurídicas e alugueis não imobiliários, como locação de veículos, está em quarto lugar, com recuo de 2,1%. A menor diminuição, de 1,2%, ficou por conta da categoria Outros serviços, como compra, venda e aluguel de imóveis, atividades de apoio à agricultura, à pecuária e gestão de resíduos sólidos.

