Ter, 21 de Abril

Logo Folha de Pernambuco
Combustível

Shell prevê resultados do 1º trimestre impulsionados pelos preços do petróleo

Empresa deverá divulgar seus resultados trimestrais em 7 de maio

Shell prevê resultados do 1º trimestre impulsionados pelos preços do petróleoShell prevê resultados do 1º trimestre impulsionados pelos preços do petróleo - Foto: Ben Stansall / AFP

A Shell, gigante britânica dos hidrocarbonetos, anunciou nesta quarta-feira (8) que seus resultados do primeiro trimestre serão beneficiados por uma melhoria significativa nas vendas de petróleo, em um contexto de preços favorecidos pela guerra no Oriente Médio.

Os preços do petróleo caíram quarta-feira após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã, mas, com o barril cotado em cerca de US$ 95 (R$ 490), permaneceram bem acima dos níveis de avisos à guerra no Oriente Médio, que começou em 28 de fevereiro.

Na divisão de marketing da Shell, que inclui a sua rede global de postos de serviço, os lucros do primeiro trimestre "devem ser significativamente maiores" do que os registados no mesmo período do ano passado, indicou o grupo.

A empresa deverá divulgar seus resultados trimestrais em 7 de maio.

Por outro lado, a produção de gás deve diminuir em comparação com o final de 2025, o que "reflete o impacto do conflito no Oriente Médio sobre os volumes" provenientes do Catar.

Este país está vinculado, por meio de uma série de acordos de longo prazo sobre gás natural liquefeito (GNL), empresas como a britânica Shell, a francesa Total, a indiana Petronet, a chinesa Sinopec e a italiana Eni, entre outras.

Ras Laffan, no norte do Catar, o maior polo de liquefação de gás do mundo, sofreu danos graves após ser alvo de diversos ataques desde o início da guerra.

Em fevereiro, a Shell anunciou um lucro líquido de mais de 11% em 2025, atingindo US$ 17.838 bilhões (R$ 92 bilhões), apesar da queda nos preços do petróleo no ano passado, que foi compensada pelo volume de vendas e custos reduzidos.

As ações da Shell na Bolsa de Londres caíram quase 6% na manhã desta quarta-feira, em linha com uma queda de aproximadamente 15% nos preços do petróleo.

Veja também

Newsletter