Spectrum busca gás e petróleo no Estado

Empresa norueguesa está investindo US$ 25 milhões e já está com navio pronto para iniciar o trabalho

Gerente geral da Spectrum no Brasil, João CorreaGerente geral da Spectrum no Brasil, João Correa - Foto: Julya Caminha/Folha de Pernambuco

O mar de Pernambuco pode se tornar um ponto de exploração de petróleo a partir do próximo ano. E os estudos que vão viabilizar esse novo negócio já estão prestes a acontecer. É que um navio da empresa norueguesa Spectrum acaba de aportar na bacia pernambucana a fim de conferir se as condições locais favorecem o acúmulo de petróleo, gás natural e hidrocarboneto. E as expectativas são altas, tanto que o investimento inicial é de US$ 25 milhões.

“Vamos fazer uma radiografia da bacia Pernambuco-Paraíba para identificar se há condições hidrológicas favoráveis à exploração”, revelou o gerente geral da Spectrum no Brasil, João Correa, que pretende dar início ao trabalho nos próximos dias. “Já temos autorização da ANP (Agência Nacional de Petróleo) e da Marinha. Só estamos esperando a licença ambiental do Ibama, mas já estamos na última etapa do processo e o pessoal já está a postos no navio. Então, na hora em que recebermos a licença, o trabalho começa”, contou. O navio norueguês deve ficar na costa pernambucana por até quatro meses.

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Correa explicou que o estudo representa a primeira etapa da exploração de um campo de petróleo - a Spectrum, por exemplo, já fez esse trabalho nas bacias do Ceará e de Campos (RJ). É que o navio norueguês emite sons e, a partir da análise desses sons, percebe se há chances de acumulação de petróleo. Constatando oportunidade real de negócio, a Spectrum vende esses estudos para empresas petrolíferas, que tendem a participar dos leilões do governo para ganhar o direito de perfurar os campos em busca de petróleo e gás natural. “São os dados que vamos coletar que vão permitir que as empresas operadoras avaliem o risco geológico e tenham interesse em investir na região”, concluiu, lembrando que a bacia Pernambuco-Paraíba está para ser leiloada em 2019, na 16ª rodada de leilões da ANP.

“É o trabalho inicial para que, no futuro, haja uma exploração da costa pernambucana”, confirmou o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, dizendo, inclusive, que o leilão desta bacia ainda não foi realizado por conta da falta destas informações. “Deixamos que os estudos sejam feitos para que, na próxima rodada, tenhamos informações mais sólidas. E esperamos que, assim, haja interesse das empresas”, disse o ministro, lembrando que a bacia já chegou a ser leiloada no passado, mas acabou não sendo explorada justamente pela falta de estudos.

A Spectrum, porém, não teme o histórico. Correa alegou que a empresa sempre atua em áreas inexploradas como esta e prometeu vender os dados obtidos na região mundo afora, para garantir o retorno dos investimentos. “É uma atividade de risco, mas buscamos clientes para isso”, afirmou Correa, garantindo ainda que, apesar de ser volumoso, o investimento da Spectrum é o menor que pode ser gerado pela cadeia de petróleo.

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