TGI apresenta projeções econômicas para 2019
Agenda TGI 2019, comandada pelo sócio da TGI Francisco Cunha, tranquilizou os empresários em relação às incertezas econômicas
"Após as eleições gerais de 2018, o que acontecerá com o Mundo, o Brasil, Pernambuco e o Recife?". A pergunta é difícil, mas está sendo debatida nesta segunda-feira (26) no Recife pela TGI Consultoria e Gestão, que apresenta as suas projeções para o próximo ano no Teatro RioMar, Zona Sul do Recife.
A chamada Agenda TGI 2019 é comandada pelo sócio da TGI Francisco Cunha, que tranquilizou os empresários em relação às incertezas econômicas. Ele admitiu que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) cria incertezas neste sentido, mas lembrou que o Brasil deve ter certo crescimento por conta do ciclo econômico. "A economia tem uma dinâmica própria. Toda vez que cai muito, tende a crescer. Então, agora deve retomar", explicou.
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Ele pontuou, porém, que o ritmo dessa retomada vai depender da capacidade de Bolsonaro de implementar medidas importantes para a recuperação econômica. E a principal delas é a Reforma da Previdência. "Bolsonaro traz uma incógnita porque, nas eleições deste ano, a pauta foi moral e não econômica. Não foi discutido como pode ser resolvido o déficit público e a crise fiscal. E a Reforma da Previdência é uma pedra no meio do caminho de Bolsonaro. A reforma precisa ser feita porque, se não, daqui a um tempo só teremos pagamento previdenciário", afirmou Cunha, dizendo que a reforma também vai afetar o desempenho econômico no curto prazo, tanto a nível nacional quanto estadual. "Com uma reforma ambiciosa, podemos crescer de 3,5% a 4%. Mas, e a reforma for tímida, o crescimento fica em 2% entre 2019 e 2020. Por isso, o Governo Bolsonaro pode ficar comprometido sem a reforma. Mas, se acertar, pode criar um novo País", opinou, lembrando que os eleitores do presidente eleito tendem a ter pressa nas melhorias. "Ele pode ter a menor lua de mel dos últimos presidentes", disse.
Outro ponto que pode pesar na recuperação econômica é o posicionamento que o Brasil vai atuar no comércio exterior. Afinal, Bolsonaro tende a se aproximar dos Estados Unidos e se afastar da China. "Só que a China é a maior economia do mundo e nosso principal parceiro comercial. Já os Estados Unidos, além de se fechar, pode estar caminhando para um ciclo recessivo, já que os mecanismos que foram usados para conter a crise americana de 2008 estão chegando ao limite, o que pode gerar inflação e aumento de juros. Então, a equipe econômica precisa pautar isso", argumentou Cunha.
O sócio da TGI ainda disse que o desempenho nacional vai impactar diretamente a economia pernambucana. "As curvas são muito atreladas. Então, e o Brasil crescer, Pernambuco vai crescer e possivelmente até um pouco mais que o Brasil, já que o Estado recebeu muitos investimentos antes da crise", contou Cunha, que também prevê melhores condições urbanas para o Recife, em vista da retomada da discussão sobre espaço público na cidade.
Além de Cunha, vão palestrar na Agenda TGI 2019 o futurista Jacques Barcia e o arquiteto Thiago Monteiro. Pela primeira vez em 20 anos, o evento foi aberto ao público mediante o pagamento de ingressos.

