Uber quer carro elétrico voador

Nos próximos dez anos, a empresa quer criar um novo serviço, o Uber Elevate, que vai transportar passageiros em pequenos carros elétricos voadores

Prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), entregou documento no Palácio do Campo das PrincesasPrefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), entregou documento no Palácio do Campo das Princesas - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

 

Carros voadores operados sem pilotos, no automático. A ideia pode parecer um mero cenário futurista em um filme de ficção, mas é o plano que o Uber planeja pôr em prática em um tempo relativamente curto - na próxima década.

Nos próximos dez anos, a empresa quer criar um novo serviço, o Uber Elevate, que vai transportar passageiros em pequenos carros elétricos voadores. “E se você pudesse economizar quatro horas na viagem de ida e volta do centro de São Paulo a Campinas?”, diz o documento de apresentação da proposta.

As novas aeronaves, que prometem serem mais baratas e menos barulhentas que helicópteros, se chamariam VTOL e seriam capazes de decolar e pousar verticalmente.

Segundo a empresa, os veículos voadores não seriam construídos por eles, mas em parceria com alguma companhia especializada. Inicialmente, o Uber Elevate seria pilotado por humanos. No futuro, porém, os pilotos se tornariam obsoletos. As pequenas aeronaves - que poderão voar a até 160 km/h - voariam e estacionariam de maneira autônoma em helipontos ou até mesmo nos terraços de prédios pela cidade.

A proposta futurista, porém, para ser concretizada, terá de vencer uma série de entraves, aponta a própria empresa em seu documento de apresentação. O novo modelo de aeronave precisaria ser regulamentado em diversos países, processo que pode ser longo, caro e demorado, uma vez que é necessário comprovar sua segurança.

A regulação do tráfego aéreo, que é comandada no Brasil pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), é outra barreira que teria de ser superada. O controle de um tráfego intenso de pequenas aeronaves individuais pode se mostrar um desafio, uma vez que os veículos devem seguir regras muito específicas de forma a prevenir eventuais acidentes fatais.

A empresa também ainda teria um longo caminho a percorrer para tornar sua proposta economicamente viável.

 

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