Uno inaugura três cilindros da Fiat

Motor mais econômico promete 14 km/l e traz combustão moderna com duas válvulas por cilindro

Filme "Tamo Junto"Filme "Tamo Junto" - Foto: Divulgação

BETIM (MG) - A Fiat enfim entrou na era dos motores três cilindros, que vêm aumentando a agilidade e a eficiência dos compactos brasileiros. O propulsor é o grande diferencial do Uno 2017, que acaba de ser lançado em seis versões diferentes - duas 1.0 de três cilindros e quatro 1.3 com o motor tradicional de quatro cilindros dualogic. A montadora, porém, compensa o “atraso” com inovações que ampliam ainda mais a economia e a potência do veículo. O novo Uno conta com apenas duas válvulas por cilindro e um sistema de combustão mais moderno, características que vêm para diferenciar a nova família de motores da montadora, batizada de “firefly”.

Produzida no Polo Automotivo da Fiat em Betim, Minas Gerais, a linha de propulsores foi lançada junto com o Uno 2017 e sai na frente dos concorrentes por conta da menor exposição ao atrito. Na versão 1.0, faz até 14 quilômetros por litro de gasolina e 9,7 kms/l quando o combustível é o etanol. A potência é de 72/77 cavalos e o torque de 10,4/10,9 kgfm a 3.250 rpm. Já com os quatro cilindros do 1.3, a eficiência chega a 13,4 kms/l na gasolina e a 9,6 kms/l no etanol. Aqui, a potência vai para 101/109 cavalos e o torque para 13,7/14,2 kgfm a 3.500 rpm.

Segundo a Fiat, é o motor de melhor torque e mais economia da série 1.3 brasileira, chegando até a equiparar-se a alguns 1.6. “Ao colocarmos duas válvulas por cilindro, conseguimos menores perdas por atrito e, consequentemente, menor consumo de combustível”, explicou o diretor de engenharia powertrain da Fiat, Aldo Marangoni, no lançamento dos produtos, quinta-feira passada, em Betim.

Para compor o novo sistema de válvulas, o motor, bicombustível, conta com eixo único e controle de combustão com uma bobina por cilindro. O modelo ainda adota uma única dimensão de pistão e cilindro, com 333 cm³ cada, e um alternador inteligente que otimiza a recarga da bateria. Outro diferencial é o sistema HCSS (do inglês, Heated Cold Start System), que elimina a necessidade de tanque auxiliar de gasolina para partida a frio e garante partidas com etanol puro mesmo em temperaturas abaixo de zero grau Celsius.

O motor ainda é mais facilmente aquecido por ser de alumínio, que também reduz o peso do motor em sete quilos em relação aos modelos de ferro fundido. “’Firefly’ significa vagalume e foi escolhido para designar nossa nova família de motores porque estes são motores compactos, ágeis, fortes e resistentes como os vagalumes”, completou o diretor de planejamento e estratégia da Fiat, Carlos Eugênio Dutra.

Apesar de todas as vantagens, por enquanto, o Firefly está disponível apenas nos Unos 2017 produzidos em Betim, que abastecem o mercado latino-americano. A planta mineira passa por um processo de modernização orçado em R$ 1 bilhão e hoje já possui a fábrica de motores mais moderna da FCA, com capacidade de produção de 400 mil motores por ano. E esses motores ainda ganham o plus dos acessórios que dão a cara do Uno 2017.

O modelo tem direção elétrica com a função City, que reduz em até 50% o peso da direção em manobras de estacionamento e também diminui em 8% o consumo de combustível em relação à hidráulica. Para aumentar o conforto do motorista, a correia dentada foi substituída por uma corrente silent chain, que promete durar toda a vida útil do veículo sem manutenção.

Poucas mudanças por fora, mas várias por dentro 

O Uno 2017 também conta com sistema Start&Stop, partida assistida e freios ABS que trabalham de forma individual em cada roda, aumentando a estabilidade. E os pneus, chamados de superverdes pelo perfil sustentável, ainda têm perfil arredondado que aumenta a área de contato com o solo.

Já no design, pouca coisa mudou no exterior. O modelo ganhou grade no para-choque dianteiro, rodas em liga leve para as versões Way e Sporting e novas faixas para a Sporting. O interior das versões topos de linha se destacam pelo design tecnológico, com display LCD de 3,5 polegadas em alta resolução, central multimídia com tela de 6,2 polegadas, câmera de ré, retrovisor elétrico com função tilt down, volante multifuncional, computador de bordo e paddle shift para as versões dualogic.

Ao todo, são seis versões do Uno 2017, com preços que vão de R$ 41,8 mil a R$ 53,6 mil. A básica Attractive 1.0 Flex vem com computador de bordo, volante multifuncional, quadro de instrumentos com conta-giros, welcome moving e display LCD de alta resolução, trava elétrica nas portas com acionamento automático, vidros elétricos dianteiros com one touch e antiesmagamento, ar condicionado, direção elétrica com função City, brake light mais sinalização de frenagem de emergência, faróis de neblina e função Lane Change.

Já a mais completa Sporting 1.3 Flex Dualogic tem, entre outras coisas, câmbio Dualogic controlado por botões instalados no console central, paddle shift e os sistemas eletrônicos de conforto e segurança como ESC, TC, ASR e Hill Holder. Na visão da Fiat, nenhuma das seis versões concorre com o Mobi, que está há poucos meses no mercado. Para a montadora, os modelos são complementares porque, mesmo compacto, o Uno é um hatch mais amplo, capaz de atender às necessidades de uma família. Já o Mobi se adequa mais a uma rotina individual.

* A repórter viajou a convite da Fiat.

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