Vacinação reinicia no domingo

A expectativa é imunizar mais de 90% do rebanho pernambucano, que, atualmente, concentra 1,9 milhão de animais

Paulo Câmara participou de evento promovido pelo TCU e BNBPaulo Câmara participou de evento promovido pelo TCU e BNB - Foto: Carlos Gibaja/Governo do Ceará

 

A segunda etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa irá acontecer até o dia 30 deste mês, quando todo rebanho de bovinos e bubalinos deverá ser imunizado. Mesmo com o status de área livre de febre aftosa com vacinação, a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado (Adagro) alerta para a proteção dos animais no Estado. A expectativa é imunizar mais de 90% do rebanho pernambucano, que, atualmente, concentra 1,9 milhão de animais.
Em Pernambuco existem mais de 99 mil produtores rurais e todos eles são obrigados a adquirir a vacina nas casas agropecuárias e declarar nos escritórios da Adagro a vacinação. “O criador que não vacinar ficará impedido de tirar a Guia de Trânsito Animal e não poderá se cadastrar em programas do Governo, além de pagar multa de, no mínimo, R$ 60”, disse a gerente geral da Adagro, Erivânia Camelo.
Erivânia alerta ainda para a conservação da vacina, que só é eficaz se conservada no gelo. “Para evitar o estresse dos animais é recomendado a aplicação nas horas mais frias do dia, pela manhã ou no fim da tarde. Os animais recém-nascidos também devem ser imunizados”, ressaltou. A abertura da campanha irá acontecer neste domingo, durante a 75ª Exposição Nordestina de Animais e Produtos Derivados.
Doença
Altamente contagiosa, a doença atinge bois, búfalos, cabras, ovelhas e porcos. O vírus causa febre, ferimentos na boca, garganta e na pele ao redor dos cascos. Os animais ficam bastante debilitados, produzindo muita saliva, parando de andar e comer. Os países afetados pela doença sofrem severas perdas econômicas por causa da diminuição e pela desvalorização de seus produtos de origem animal, assim como por limitações no mercado internacional. O último caso em Pernambuco foi em Itaíba, no Agreste, em 1999. “A doen­ça pode voltar a qualquer momento por bioterrorismo, mas o serviço fitos­sanitário tem que estar preparado”, afirmou Erivânia.

 

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