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Venda direta de etanol perto de ser liberada

Diálogo entre o setor sucroalcooleiro e o Governo Federal vem sendo desenvolvido no sentido de permitir a venda do etanol das usinas para os postos

Representantes do setor sucroalcooleiro com o presidente Jair BolsonaroRepresentantes do setor sucroalcooleiro com o presidente Jair Bolsonaro - Foto: Divulgação

Uma nova sistemática para a venda do etanol nos postos de combustíveis pode ser liberada. Tem avançado o diálogo entre o setor sucroalcooleiro e o Governo Federal com o objetivo de permitir a venda direta do etanol hidratado das usinas para os postos de combustíveis. Na última quinta-feira (16), representantes do setor se reuniram com o presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, para apresentar os benefícios da mudança. Atualmente, uma resolução da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) só permite que a venda do etanol seja feita das usinas para as distribuidoras. E, depois, as distribuidoras passam o etanol para os postos de combustíveis.

Presente no encontro com Bolsonaro, o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, comentou que a reunião trouxe boas perspectivas. “O presidente Bolsonaro se mostrou determinado a avançar nesse modelo de distribuição. A ANP, inclusive, marcou consulta pública para tratar desse assunto. Então, a expectativa é de avanço”, disse Renato Cunha, também presidente da Novabio. No encontro, estiveram presentes o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque; o presidente do Sindaçúcar Alagoas, Pedro Robério; os produtores de etanol Gilberto Tavares e Luiz Antonio Bezerra; e o presidente da Embratur, Gilson Machado Neto.

O Projeto de Decreto Legislativo que pode permitir a venda direta da usina para os postos está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Se aprovado, ele seguirá para o plenário da Casa para votação. “Acredito que a comunicação entre o presidente Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, será importante para um entendimento sobre a eficiência do novo modelo”, destacou Renato Cunha.

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Se aprovada, a nova proposta será uma sistemática complementar à modalidade existente. “É um modelo para que o consumidor tenha nova opção de comprar etanol hidratado. E possivelmente com queda nos preços do combustível porque em muitos casos o posto é mais próximo da usina do que do distribuidor. Assim, facilitará a logística, com entrega mais rápida, eficiente e com gasto menor de combustível de transporte, importante ponto dentro do programa Renovabio, que prevê menos gastos de óleo diesel nos transportes”, explicou Renato Cunha.

Ainda segundo ele, na modalidade que a ANP permite hoje, nem sempre o distribuidor compra o etanol na cadência que o produtor da usina precisa. “Às vezes acontece do distribuidor comprar o etanol importado e deixar de comprar aqui no Brasil”, acrescentou.

O grupo de representantes do setor sucroalcooleiro também esteve reunido com o secretário especial da Receita Federal, José Tostes, para esclarecer que a formatação dos dois modelos de venda pode ser possível e gerado com normalidade pela Receita Federal.

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