Vendas no varejo em 2017 têm primeira alta em 3 anos

Com crescimento de 9,5% frente a 2016, o setor de móveis e eletrodomésticos foi o que mais contribuiu no balanço anual

O setor de eletrodomésticos foi um dos que sofreram maior queda no varejo em julhoO setor de eletrodomésticos foi um dos que sofreram maior queda no varejo em julho - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

Apesar do recuo em dezembro, as vendas no varejo brasileiro fecharam 2017 com alta de 2%, no primeiro resultado positivo desde 2014, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (9).

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Em dezembro de 2017, o volume de vendas caiu 1,5%, na comparação com o mês anterior, mas subiu 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. A expectativa em pesquisa da agência Reuters era de baixa de 0,40% na comparação mensal e de avanço de 4,70% sobre um ano antes. Com crescimento de 9,5% frente a 2016, o setor de móveis e eletrodomésticos foi o que mais contribuiu no balanço anual. Segundo a gerente da pesquisa, Isabella Nunes, o resultado foi estimulado pela redução da taxa de juros em 2017. "Com uma dinâmica de vendas associada à maior disponibilidade de crédito, o setor se recuperou após dois anos em queda."

Nunes também atribui o resultado positivo à recuperação do setor de supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que cresceu 1,4% no ano. "O bom resultado nessa categoria foi influenciado principalmente pela redução sistemática dos preços e a recomposição da massa de rendimentos", explica.

O desempenho anual, no entanto, foi afetado por quedas em combustíveis e lubrificantes (-3,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-4,2%) e equipamentos para escritório, informática e comunicação (-3,1%). 

Apesar do avanço, Nunes afirma que ainda é cedo para falar em recuperação total. "[O ano de] 2017 rompe um período de dois anos de queda nas vendas nacionais, mas ainda está longe de recuperar a perda de 10,2% acumulada nesse período", pondera a pesquisadora. AMPLIADO
No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e de material de construção, o volume de vendas subiu 4% no ano passado –o acumulado em 12 meses mais elevado desde fevereiro de 2014.

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