Vidros de Suape para o México

Fabricante mundial de garrafas, a Owens Illinois passou a exportar a produção pelo ancoradouro pernambucano

“Abrimos um canal que não existia e ainda estamos avaliando o seu potencial, mas é grande”, diz Michelle Tchernobilsky“Abrimos um canal que não existia e ainda estamos avaliando o seu potencial, mas é grande”, diz Michelle Tchernobilsky - Foto: Divulgação

 

As garrafas de vidro produzidas na fábrica da Owens Illinois (O-I) em Pernambuco ganharam um novo destino. Parte da produção, que já abastecia o mercado interno, incluindo clientes como a Ambev, Itaipava e a Coca-Cola, agora está sendo exportada para o mercado mexicano via Porto de Suape.

As primeiras operações foram realizadas no fim do ano passado e a segunda remessa dos produtos deve ser embarcada ainda este mês, com destino ao Porto de Veracruz, o maior do México, de acordo com executivos da O-I, que é líder mundial no mercado de embalagens de vidro.
Diretora de Relações Governamentais da Owens Illinois, Michelle Shayo Tchernobilsky revela que a companhia pretende fortalecer as exportações via Suape este ano. Pelo ancoradouro, já foram embarcadas 900 toneladas de vidro em 50 contêineres apenas nas primeiras operações.

A partir daqui, a empresa, que tem uma fábrica no Recife, também espera atender outros mercados consumidores na América Latina. “Abrimos um canal que não existia e ainda estamos avaliando o seu potencial, mas sabemos que é grande”, disse a executiva, sem detalhar o volume que a empresa pretende exportar a partir de agora, nem dos impactos no faturamento da companhia.

 A frequência dos embarques também ainda não está acertada, mas o Porto de Suape trabalha com uma previsão de envios semanais. “É uma janela importante para o escoamento da produção, porque no caso das produtoras de vidro não há como desligar os fornos, então há uma produção constante.

Com o esfriamento do consumo, essas garrafas acumulavam no estoque”, revelou, acrescentando que a companhia pretende tornar Suape um hub (porto concentrador) para exportações. Com posição estratégica, o transit-time (tempo de traslado das mercadorias) entre Suape e o Porto de Veracruz é de 16 dias.
Para viabilizar a operação a partir de Suape, no entanto, foi preciso equalizar custos. “A infraestrutura disponível, a movimentação, o tempo que o produto fica parado no Porto - tudo isso impacta no custo final e, no nosso caso, essa conta era mais cara aqui do que quando comparada com nossas operações no Sudeste. Por isso, foi preponderante a atuação da equipe de Suape, facilitando as negociações de tarifas de frete com armadores e possibilitando a infraestrutura necessária para os embarques, que são delicados”, destacou.
A O-I está no Brasil desde 1917, com a marca Cisper. A operação brasileira reúne 2,7 mil funcionários nas três fábricas, localizadas em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Recife (PE). A empresa não revela o volume da produção recifense.

 

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