Vitória de Trump obriga a repensar a globalização, admite FMI

Tradicionalmente, o FMI foi um ferrenho defensor da queda das fronteiras comerciais e da liberalização do comércio

Alberto Feitosa (SD)Alberto Feitosa (SD) - Foto: Clemilson Campos/Arquivo Folha

A vitória de Donald Trump, que baseou sua campanha em um programa protecionista, gera uma obrigação de se pensar mais sobre os "efeitos negativos" da globalização e do comércio internacional, afirmou nesta quinta-feira (10) o Fundo Monetário Internacional. "Os efeitos negativos do comércio internacional devem ser levados em conta em favor daqueles que se sentem abandonados", declarou o porta-voz do FMI Gerry Rice e acrescentou que "todos" deveriam se beneficiar da globalização.

O candidato republicano Donald Trump ganhou as eleições presidenciais denunciando os grandes acordos de livre-comércio assinados pelos Estados Unidos, considerados os culpados pelos deslocamentos de empregos para o exterior e pela desindustrialização. "Devemos contar com mais medidas para ajudar a atenuar os efeitos negativos e responder às inquietudes daqueles que se sentem à margem", acrescentou Rice.

Tradicionalmente, o FMI foi um ferrenho defensor da queda das fronteiras comerciais e da liberalização do comércio, embora recentemente tenha se visto obrigado a repensar as falhas da globalização, sobretudo após o voto britânico a favor da saída da União Europeia. Rice recusou-se, entretanto, a especular sobre como será o governo Trump em relação ao FMI, organismo cujo o maior acionista são os Estados Unidos. "O FMI está pronto para trabalhar com a próxima administração americana para enfrentar os desafios da economia americana e mundial", acrescentou o porta-voz.

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