déficit zero

Votações no Congresso são prioritárias para buscar déficit zero em 2024, diz Alexandre Padilha

Ministro das relações institucionais afirmou em São Paulo que agenda no Congresso, até final do ano, será fundamental para reorganização fiscal

Ministro de Relações Institucionais, Alexandre PadilhaMinistro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que o Brasil entrou numa trajetória decrescente do déficit primário. Ele lembrou que país teve um déficit de R$ 630 bilhões em 2022, certamente terá um défcit menor este ano e o governo vai continuar trabalhando para alcançar déficit zero no ano que vem. 

O ministro afirmou que a agenda prioritária, até o final do ano no Congresso Nacional, como ampliação das medidas arrecadatórias e de justiça tributária, vai ajudar a reorganização do ambiente fiscal e ajudará a alcançar o déficit zero.

— Haverá também avanços na agenda do governo que barateia o crédito, e constituição de novos mecanismos para a infraestrutura, como o projeto de lei das debêntures de infraestrutura. Vamos consolidar o avanço que foi marco de garantias, que reduz o risco e o custo para oferta de crédito, e consolidar a reorganização do ambiente fiscal — disse Padilha durante almoço anual dos dirigentes de bancos, promovido pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) em São Paulo, lembrando que a trajetória é decrescente de déficit do que houve no ano passado.

Ele disse que tudo o que o Congresso e o Executivo vem fazendo está contribuindo para a queda da taxa de juros no país. Padilha afirmou que a sinalização do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de que a Selic vai continuar caindo a um ritmo de 0,5 ponto percentual por reunião, é positiva.

Ele citou como avanços a aprovação do reequilíbrio do orçamento no primeiro semestre, o voto de qualidade no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf), a taxação de fundos dos super-ricos, além da regulação das bets.

Tecnologia do BC melhorou vida dos brasileiros
A agenda de tecnologia do Banco Central colocou a instituição em outro patamar para a sociedade brasileira. As pessoas perceberam como o BC pode melhorar a vida delas, seja pelo cooperativismo, pela educação financeira ou pelo Pix, tornando mais rápido o processo de intermediação financeira. A avaliação foi feita pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também durante o almoço da Febraban.

— Esse processo de autonomia colocou o BC no mundo. Vemos claramente isso nas reuniões internacionais, sempre sendo escutado no exterior, participando de experiências de governança. Mas a agenda de tecnologia do BC o colou em outro patamar para a sociedade brasileira e as pessoas vão percebendo como a instituição pode melhorar a vida delas — afirmou Campos Neto.

O presidente da Febraban, Isaac Sidney, que já foi funcionário do BC, afirmou que a perseverança e resiliência do BC foi testada em meio a uma eleição presidencial polarizada. Ele disse que o país precisava vivenciar isso para que se tivesse a institucionalidade da autoridade monetária. Sidney afirmou que não há espaço para retrocesso na autonomia do BC.

— Não há espaço para retrocesso, apesar das críticas que foram duras a condução da política monetaria do BC o BC soube perseverar e se manter firme dentro de uma independência técnica necessária. É importante que o Estado possa cada vez mais reconhecer a importância do corpo técnico do BC, com reestruturação de carreiras, remuneração adequada — afirmou.

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