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Wall Street fecha em queda, puxada por tomadas de benefícios e Fed

Variante ômicron e elevação da taxa de juros pelo Fed são um dos principais fatores para a queda

DólarDólar - Foto: Pixabay

A bolsa de Nova York fechou em forte queda nesta sexta-feira (3), puxada por tomadas de benefícios enquanto a variante ômicron do coronavírus avança, e afetada por um certo nervosismo sobre uma potencial elevação das taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano).

O Dow Jones caiu 0,17% a 34.590,08 unidades; o tecnológico Nasdaq, 1,92% a 15.085,47 pontos, e o índice ampliado S&P 500 recuou 0,84% a 4.538,43 unidades.

O dia começou com um relatório sobre a criação de postos de trabalho nos Estados Unidos, que anunciou 210.000 empregos em novembro, quando o mercado esperava mais que o dobro (525.000).

Assim, o mercado, que abriu em alta, mudou de rumo e operou no vermelho.

Indicador de produtividadeMas outros fatores influenciaram para fazer cair ainda mais os índices, a ponto de o Nasdaq beirar uma perda de 3%.

"Tem pouco a ver com o relatório sobre o emprego e muito a ver com a ômicron", afirmou Karl Haeling, do banco LBBW.

Segundo este analista, muitos operadores optaram por vender antes do fim de semana.

Embora não haja novidades sobre os riscos da nova variante ou a eficácia das vacinas existentes contra a ômicron, "é provável que ouçamos falar de novos casos em todo o mundo", adverte. Isso afetaria o ânimo do mercado.

Esta movimentação foi amplificada pela proximidade do fim de ano, que incita os investidores a vender e tomar benefícios após um ano de bons resultados (+20,8% desde o começo do ano para o S&P 500), apesar dos sobressaltos recentes.

O informe sobre o emprego, segundo o consenso geral, não deveria alterar a trajetória do Fed, que se encaminha a normalizar sua política monetária.

Esta perspectiva de uma possível alta dos juros no ano que vem pressiona alguns valores como os tecnológicos, explicou Patrick O'Hare, da Briefing.com.

Estas empresas seduzem os investidores por seus futuros fluxos de tesouraria, cujo valor diminui com o aumento das taxas de juros.

Entre os valores do dia, destacaram-se as quedas da fabricante de microprocessadores AMD (-4,43%), Adobe (-8,24%) e Uber (-5,95%).

A Didi Chuxing derrapou 22,18% a 6,07 dólares após o anúncio da retirada em breve da cotação nos Estados Unidos do "Uber chinês", menos de seis meses depois de sua estreia na New York Stock Exchange, por pressão das autoridades chinesas.

Outras empresas chinesas em Wall Street também sofreram queda, como Alibaba (-8,23% a 111,96 dólares, um mínimo em quatro anos e meio), JD.com (-7,71%) e Pinduoduo (-8,16%).

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