Zelenski diz que líderes do G7 prometem mais ajuda à Ucrânia contra a Rússia
Dirigentes das principais economias industrializadas prometeram reforçar as defesas aéreas ucranianas e garantir o abastecimento de energia do país, além de aumentar a pressão econômica internacional sobre Moscou
A Ucrânia obteve importantes compromissos de apoio adicional à sua luta contra a Rússia por parte de líderes mundiais reunidos na cúpula do Grupo dos Sete (G7) na França, afirmou nesta quarta-feira (17) o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.
Os dirigentes das principais economias industrializadas prometeram reforçar as defesas aéreas ucranianas e garantir o abastecimento de energia do país, além de aumentar a pressão econômica internacional sobre Moscou. A guerra, iniciada com a invasão russa em grande escala, entra agora em seu quinto ano, sem perspectiva de desfecho.
"A cúpula do G7 na França trouxe resultados importantes para a Ucrânia. O mais importante é que concordamos com um reforço adicional da defesa aérea da Ucrânia", escreveu Zelenski, que participou do encontro, em uma publicação no X.
The G7 Summit in France delivered important results for Ukraine. Most importantly, we agreed on additional strengthening of Ukraine’s air defense. There will be new steps to put pressure on Russia over its war – pressure for the sake of peace. Our partners will ensure support for… pic.twitter.com/QhKnciR4T7
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) June 17, 2026
"Nossos parceiros garantirão apoio à nossa defesa e à resiliência energética", acrescentou, afirmando ainda que novas sanções contra a Rússia serão anunciadas.
Desde a invasão em fevereiro de 2022, Zelenski tem se empenhado em garantir apoio internacional ao país e em isolar diplomaticamente o presidente russo, Vladimir Putin.
Zelenski deve participar na quinta-feira (18) de uma cúpula da União Europeia em Bruxelas. Na segunda-feira, a Ucrânia abriu oficialmente as negociações de adesão ao bloco, iniciando um processo que pode levar anos - mesmo enquanto continua em guerra
A guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã desviou a atenção de Washington do esforço - em grande parte infrutífero - de um ano para conter os combates na Ucrânia. Nesse contexto, Zelenski buscou se aproximar do presidente dos EUA, Donald Trump, à margem do G7, onde também estavam líderes europeus centrais.
Putin, por sua vez, tem tentado afastar a Europa e Kiev das negociações e discutir o futuro da Ucrânia diretamente com Washington.
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G7 elogia desempenho ucraniano no campo de batalha
Os líderes de Japão, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e Estados Unidos reafirmaram o apoio à Ucrânia em uma declaração conjunta divulgada durante a madrugada.
"Nós elogiamos a Ucrânia por sua resiliência e pelos avanços no campo de batalha nos últimos meses e enfatizamos que agora existe um novo impulso" na resistência de Kiev, afirma o texto.
Segundo autoridades e analistas ocidentais, o desempenho das forças ucranianas contra o exército russo - maior em efetivos e meios - melhorou de forma significativa nos últimos meses.
Drones ucranianos de alta tecnologia têm contido tropas russas na linha de frente, dificultado o abastecimento em áreas ocupadas e atingido infraestrutura petrolífera no interior da Rússia - fonte crucial de receita para Moscou. Com isso, a guerra, que o Kremlin chama de "operação militar especial", tornou-se mais visível para a população russa e aumentou a pressão sobre Putin.
Ainda assim, a Ucrânia enfrenta falta de mísseis do sistema de defesa aérea Patriot, de fabricação americana, em parte porque os estoques dos EUA foram reduzidos pelo conflito no Oriente Médio. Isso aumenta a vulnerabilidade do país aos mísseis balísticos usados pela Rússia em sua campanha de bombardeios estratégicos.
A declaração do G7 prometeu ampliar as capacidades de defesa aérea da Ucrânia, sem detalhar quais sistemas seriam fornecidos
Os líderes também disseram que considerariam conceder licenças para que a Ucrânia passe a fabricar armas ocidentais. Kiev pediu autorizações para produzir, internamente, mísseis Patriot.

