Ensino Remoto

Através das telas: adoção do modelo remoto no ensino superior durante a pandemia

Em busca do tão sonhado diploma, alunos e professores tiveram que alterar seu hábitos de estudo para dar sequência à grade curricular

Sopece investiu em equipamentos, estúdios e laboratórios de computação após o ensino remotoSopece investiu em equipamentos, estúdios e laboratórios de computação após o ensino remoto - Foto: Melissa Fernandes/Folha de Pernambuco

Adaptação. Uma palavra que foi o mote do período pandêmico, que se iniciou em março de 2020. Com a chegada da Covid-19, as metodologias das instituições de ensino sofreram transformações estruturais e pessoais para que o conhecimento continuasse a ser transmitido com eficácia para os estudantes do ensino básico ao superior. 

As salas de aula migraram para um ambiente virtual, as carteiras escolares foram substituídas por microfones e as vozes eram ouvidas por microfones e caixas de som. Porém, apesar das mudanças, houveram instituições que conseguiram trabalhar em meio ao isolamento social, aprimorando sua estrutura e capacitando os professores que ainda não haviam tido contato com as ferramentas digitais. 

Luiz Andrade Oliveira, de 77 anos, é professor de direito desde 1993, atualmente é promotor de justiça e ministra a disciplina de Direito agrário na Faculdade de Ciências Humanas de Pernambuco (FCHPE). "Nós tivemos que nos adaptar. Eu era do grupo de risco e deixei de lado a função de coordenador para ficar isolado. Porém, procurei aprender a sistemática de utilizar as plataformas online”, comentou.

De acordo com dados coletados na aplicação do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) em 2021, aproximadamente 70% das instituições de ensino superior passaram a fornecer suas aulas em um modelo remoto através de ferramentas como o Google Meets, Zoom e Classroom. “Percebi que em certos pontos ela (tecnologia) era muito interessante. Por vezes, os alunos participavam mais que quando havia aulas presenciais”, analisou o professor Luiz Andrade. 

A FCHPE, atualmente administrada pela Sociedade Pernambucana de Cultura e Ensino (Sopece), opera desde 1988 no Recife fornecendo cursos de graduação e pós-graduação na área de ciências humanas. Em sua estrutura, conta com laboratórios de computação e estúdios multimídia. Diego Gomes, advogado recém-formado pela instituição, valorizou a adaptação no período pandêmico. 

“A pandemia me pegou já nos dois últimos anos de curso. De uma hora para outra tivemos que migrar para totalmente online. Os professores daqui são tradicionais, então a mudança partiu tanto dos discentes quanto do corpo docente. A faculdade mudou sistemas e se aprimorou para que desse certo, diria que evoluiu cerca de 10 anos em apenas um”, discorreu.

A sede da FCHPE atualmente está localizada na Avenida João de Barros, 561, no bairro da Soledade. Para informações sobre ingresso e processos seletivos, a instituição está disponível para contato através do telefone: (81) 3033-7885.