Lançamento da revista Folha Energia reúne lideranças para debater novas aplicações do etanol
O evento é promovido pela Folha de Pernambuco e pelo Grupo EQM
Com uma abertura prestigiada, o lançamento da quarta edição da Revista Folha Energia, realizado na manhã desta segunda-feira (24), reuniu representantes do setor público, da indústria, do agronegócio, da bioenergia, da navegação e do setor portuário, no Mar Hotel Conventions, na Zona Sul do Recife. O evento é promovido pela Folha de Pernambuco e pelo Grupo EQM.
Ao longo da programação, foram discutidos temas como a transição energética na navegação, a versatilidade do etanol e seu potencial de aplicação no mercado de motores estacionários. O encontro buscou estimular o diálogo, aproximar os setores, compartilhar conhecimento e contribuir para a construção de novos caminhos para a energia brasileira.
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A abertura contou com a participação do presidente do Grupo EQM e fundador da Folha de Pernambuco, Eduardo de Queiroz Monteiro; da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra; da vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause; e do prefeito do Recife, Victor Marques; dos ministros André de Paula (Agricultura e Pecuária) e Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação); da ministra em exercício de Portos e Aeroportos, Thairyne Oliveira; do senador Fernando Dueire; e do presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE) e presidente-executivo da NovaBio, Renato Cunha.
Segundo Eduardo de Queiroz Monteiro, o evento ganhou grande dimensão e reuniu representantes de diferentes regiões e segmentos do setor sucroenergético, incluindo produtores do Centro-Sul, a Unica, a Copersucar, produtores do Nordeste e representantes do etanol de milho.
“O tema é muito palpitante porque é o etanol marítimo que a gente precisa realmente de demanda. A oferta está crescendo na frente da demanda. Eu estou muito feliz de estar aqui e ver a folha como um veículo desse debate e dessa discussão. Eu acho que esse é o papel de um órgão de comunicação”, explicou.
Segundo Eduardo de Queiroz Monteiro, o evento ganhou grande dimensão e reuniu representantes de diferentes regiões e segmentos do setor sucroenergético. Foto: Arthur Botelho/Folha de PernambucoDurante o discurso, a governadora Raquel Lyra mencionou os projetos desenvolvidos no estado e agradeceu aos representantes dos setores instalados em Pernambuco.
"A conexão logística é fundamental, mas a gente não quer o dinheiro indo para fora. Logística faz parte do desenvolvimento de Pernambuco, porque nós estamos no coração do Nordeste. Nós estamos mais próximos da Europa, dos Estados Unidos e da África, grande mercado. E essa questão da Transnordestina, quando colocou o primeiro quilômetro, vários investidores manifestaram interesse em desenvolver a nossa ferrovia, inclusive a Petrobras, que quer retomar a sua capacidade logística", afirmou.
A gestora estadual destacou, também, a importância do encontro. “É importante que a gente possa ter uma agenda permanente com plano de ação, com metas, que permitam enxergar já no dia de hoje o dia de amanhã.”
A governadora Raquel Lyra destacou a importância do evento, que põe em debate temas como biocombustíves e energias renováveis. Foto:Arthur Botelho/Folha de Pernambuco O prefeito Victor Marques enfatizou que é fundamental que as propostas expressas no lançamento da Revista Folha Energia possam se transformar brevemente em melhorias para a sociedade.
“Esse é um evento que fala de presente, mas fala principalmente de futuro. E não é mais aquele futuro tão distante que a gente ouvia falar, mas é um futuro real, próximo. E para que qualquer estado, qualquer cidade, qualquer país esteja preparado, canais onde o vai e vem acontece são fundamentais. As nossas melhores escolhas são aquelas que são tomadas quando a gente tem a capacidade de ouvir”, disse.
O presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha, mencionou que é necessário colocar em prática os diagnósticos que foram idealizados na COP30. O executivo falou sobre o Mapa do Caminho, que funciona como uma ponte de diagnósticos, metas de descarbonização, cooperação multilateral, taxonomia ambiental e financiamento sustentável, transformando os compromissos ambientais em projetos concretos e financiáveis.
“O mapa do caminho que se fala hoje no mundo ambiental é a construção de uma coalizão de sustentabilidade ambiental que não se limita a uma relação bilateral, mas tem um caráter multilateral. Esse caminho deverá partir de diagnósticos técnicos que permitem identificar prioridades, metas e instrumentos para descarbonização, articulando políticas ambientais, energéticas e de comércio internacional.”
O ministro André de Paula reiterou que a cana-de-açúcar, que há séculos produz alimentos e gera riquezas, hoje também ajuda o Brasil a produzir energia limpa e a construir uma economia de baixo carbono.
“O mundo está cada vez mais atento à bioenergia. O Brasil tem muito a oferecer nessa agenda. E falar disso aqui em Pernambuco tem um significado histórico. A cana ajudou a escrever a história econômica do nosso estado e agora ela pode ajudar a escrever também o nosso futuro. Mas não se constrói um futuro de uma cadeia deixando de lado quem sustenta essa cadeia no presente.”
Já a ministra Luciana Santos reforçou que o Nordeste possui uma extraordinária disponibilidade de fontes renováveis, com forte tradição agroindustrial e sucroenergética, centro de pesquisas e universidades, infraestrutura portuária e localização estratégica para a inserção do Brasil nos mercados internacionais de energias e combustíveis sustentáveis.
“A transição energética está saindo do campo das possibilidades e chegando aos laboratórios, às plantas pilotos, às empresas e aos territórios. E esse é exatamente o papel da ciência, tecnologia e inovação. Ciência e inovação e política industrial caminhando juntas nessa estratégia. É por isso que o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação vem mobilizando seus instrumentos para acelerar essa transformação.”
De acordo com a ministra em exercício Thairyne Oliveira destacou que o compromisso é econômico, mas também com a sustentabilidade.
“Houve um tempo em que a gente falava que ou desenvolvia economicamente ou desenvolvia ambientalmente. O país que a gente vê hoje já é um país diferente. Não há como a gente falar de desenvolvimento sem falar de desenvolvimento social, econômico e sustentável.”
O senador Fernando Dueire afirmou que o Brasil não precisa escolher entre desenvolvimento e sustentabilidade.
“Podemos produzir, transportar, exportar e gerar empregos reduzindo a intensidade de carbono em nossa economia. E podemos fazer isso utilizando uma tecnologia que o Brasil já domina. Uma cadeia produtiva que já existe, e um conhecimento acumulado ao longo de décadas. É uma vantagem competitiva que nós não podemos desprezar.”
Painéis
O primeiro painel, “Transição energética da navegação: desafios e oportunidades para o etanol brasileiro”, será mediado pelo presidente e CEO da Datagro Consultoria, Plínio Nastari, e reunirá representantes da Maersk, União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Bioenergia Brasil, Sindaçúcar-AL e Sindaçúcar-PE.
Na sequência, o painel “Versatilidade do etanol e biometano” terá mediação do presidente do Sindicato das Indústrias de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg), André Rocha, e contará com a participação de representantes da Marinha do Brasil, Grupo EQM, Ministério de Minas e Energia, Wärtsilä e Copersucar.
O terceiro e último debate, sobre o “Mercado de motores estacionários com uso de etanol”, será mediado pelo vice-presidente do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Jacyr Costa Filho, e reunirá representantes de Suape, Unica, Porto do Recife e Energética Suape II.
A quarta edição da Revista Folha Energia teve o patrocínio de Banco do Nordeste, Copersucar, Copergás, Fertine, Maersk e Suape Energia. O evento contou com o apoio da Prefeitura do Recife, da NovaBio, do Sindaçúcar-PE e do Sindaçúcar-AL.

