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Entidades Filatrópicas

HCP: acolhimento humanizado e dedicação aos pacientes

Pela quarta vez, o Hospital de Câncer de Pernambuco conquista o Prêmio Marcas Que Eu Gosto, na categoria Entidades Filantrópicas, consolidando o reconhecimento do trabalho da instituição na saúde pública do estado

HCP: acolhimento humanizado e dedicação aos pacientesHCP: acolhimento humanizado e dedicação aos pacientes - Foto: Divulgação

Referência no cuidado oncológico, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) atende 56% dos pacientes em tratamento contra a doença pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado, realizando mais de 2.000  atendimentos diários. Com uma equipe multidisciplinar, a instituição é reconhecida pelo acolhimento humanizado e pela dedicação aos pacientes. 

Por isso, o HCP conquistou pela quarta vez o Prêmio Marcas Que Eu Gosto, na categoria Entidades Filantrópicas. Segundo o superintendente-geral do HCP, Sidney Neves, ser agraciado na premiação é, sobretudo, resultado de um atendimento acolhedor dos colaboradores. “O câncer não é sinônimo de morte, é sinônimo de luta”, salientou Neves. 

De acordo com o DataSUS, em 2025 a instituição realizou 1.067.043 exames, 9.011 cirurgias, 76.809 quimioterapias, 3.028 radioterapias, 329.278 consultas médicas oncológicas, 16.334 procedimentos cirúrgicos, 16.819 atendimentos de urgência, 12.325 mamografias e 15.513 internações. 

Com foco no tratamento, o hospital recebe pacientes com diagnóstico confirmado por exames ou encaminhamento indicando suspeita da doença. “O paciente vai à triagem com os exames. A equipe de enfermagem avalia e, sendo câncer, agenda a consulta”, afirma o superintendente-geral.

Inovação
Para humanizar ainda mais a relação entre o HCP e a população pernambucana, a instituição lançou em abril de 2026 o mascote “Lume”, um vaga-lume que tem como intuito trazer mais esperança para as pessoas durante o tratamento. A concepção começou em maio de 2023. “O vaga-lume traz luz e representa tanto o paciente quanto os colaboradores”, diz Sidney.

Segundo o gestor, a instituição registrou crescimento de 18% na quimioterapia em 2025, em relação a 2024, com expectativa de aumento de 12% em 2026, melhorando os processos e ampliando atendimentos com o mesmo orçamento.

“Nós tínhamos um déficit de cerca de R$2,5 milhões por mês. Hoje, caiu para R$1,2 milhão, e esperamos reduzir ainda mais esse ano. A meta deste ano é tornar o hospital mais eficiente, dependendo menos de receitas não operacionais”, explica.

"O câncer não é sinônimo de morte, é sinônimo de luta", afirma Sidney Neves, superintendente-geral do HCP. Foto: Arthur Botelho/Folha de Pernambuco

Sociedade
Por ser uma instituição filantrópica, o HCP é mantido com doações de pessoas físicas e de empresas, além de parcerias, convênios e políticas públicas pactuadas com os governos municipais, estadual e federal.

Sidney destaca que as doações são fundamentais e ajudam na compra de materiais, medicamentos, pagamento de salários e na estrutura física e tecnológica da instituição. 

A população pode obter mais informações sobre como fazer doações para a instituição por meio do site do HCP (hcp.org.br), das redes sociais (@sigahcp), pelo telefone (81) 3217-8090 ou pelo e-mail [email protected].

A gestão transparente dos recursos é um dos pilares da instituição, que passa por auditorias externas realizadas por empresas de renome internacional. No ano passado, o processo foi conduzido pela KPMG e, neste ano, pela Deloitte. O hospital também tem práticas internas de prestação de contas. A estrutura inclui ainda cinco comitês com profissionais de saúde e representantes da sociedade civil. 

“Como sobrevivemos de dinheiro público que é contratualizado e principalmente também das doações, é obrigação nossa mostrar para onde está indo e o que está sendo feito”, pontua Sidney.

A governança é reforçada pelo Conselho de Administração, presidido por Ricardo de Almeida, responsável por apoiar decisões estratégicas da instituição. 

Próximos passos
Ainda este ano, serão instalados dois tomógrafos e um acelerador linear (equipamento de radioterapia). Outro acelerador será incorporado até março de 2027. A instituição passará a ter três tomógrafos e quatro aceleradores. 

“Outro sonho é terminar a obra do nosso laboratório científico. Conseguimos um investimento de R$ 13 milhões do Ministério da Ciência e Tecnologia para essa área. Aqui no HCP nós temos pesquisas de novas drogas. Tem vários laboratórios mundiais que fazem estudos em pacientes daqui, como Roche e Sanofi”, afirma. Outro projeto almejado pela instituição é a implementação de um centro de transplante de medula óssea em suas instalações.

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