A batalha alvirrubra pelo dinheiro retido de premiações

Náutico tem buscado diálogo com Justiça para ter acesso a restante de premiação por classificações na Copa do Brasil

Diógenes Braga, vice-presidente de futebol do NáuticoDiógenes Braga, vice-presidente de futebol do Náutico - Foto: Mandy Oliver/Folha de Pernambuco

A classificação do Náutico para a quarta fase da Copa do Brasil, alcançada na quarta-feira após a vitória por 1x0 sobre o Cuiabá, rendeu ao clube R$ 1,8 milhões. Tal valor, somado aos degraus já subidos pelos alvirrubros na competição, faz a campanha render ao clube um total de R$ 4,3 milhões.

Um problema, no entanto, ainda existe: boa parte destes dividendos está retida na Justiça do Trabalho. Fato, inclusive, alertado pelo técnico Roberto Fernandes depois do último duelo. Segundo o vice-presidente executivo do Timbu, Diogenes Braga, este procedimento é normal devido às dívidas trabalhistas que existem nos Aflitos. “A Justiça não é nossa inimiga.”

Durante a entrevista coletiva de Roberto Fernandes, o treinador alvirrubro levantou o assunto: “Todo mundo fala que o Náutico já ganhou não sei quanto na Copa do Brasil. Mas esse dinheiro segue retido na Justiça e por enquanto não está sendo traduzido na realidade do clube. Peço até um pouco de sensibilidade para que se tenha essa definição o quanto antes”. Em relação a esta definição, não existe uma expectativa concreta por parte da diretoria alvirrubra.

“O Náutico tem a maioria de suas ações colocadas na Justiça do Trabalho. É um acordo que existe entre os clubes e a CBF. Os recursos estão na conta da Justiça. Mas isso é um procedimento padrão. Mesmo que demorando um pouco, temos de respeitar. E o clube vai seguir normal. A Justiça está no papel dela de fazer o controle. E o clube entende e quer fazer o que é certo. Queremos fazer tudo da forma mais correta possível. Tendo entendimento com a Justiça. É um dos objetivos da gestão diminuir o passivo trabalhista”, disse Diogenes Braga.

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Apesar de boa parte desses recursos estarem retidos, o vice-presidente alvirrubro afirmou que existe um bom diálogo com a Justiça. Fato que contribui para a liberação de pequenas quantias quando o clube demonstra necessitar de dinheiro.

“Já tivemos pequenas liberações. Liberações pontuais. Para fins específicos. Mas o processo está andando normalmente. Ontem (quarta-feira), inclusive, conseguimos pagar uma folha do clube, de atletas e funcionários. Havia essa necessidade. Então, determinado valor foi liberado. A Justiça não é nossa inimiga. Ela está nos ajudando a administrar uma questão delicada que existe dentro do clube”, completou.

Essa é a terceira vez na história que o Náutico consegue superar três adversários na Copa do Brasil. A primeira foi em 1990, quando o clube chegou à semifinal, e a segunda em 2007, eliminado nas quartas de final. A definição do adversário do Timbu na quarta fase da Copa do Brasil sairá em sorteio a ser realizado hoje pela CBF. Caso consiga uma nova classificação, a premiação será de R$ 2,4 milhão.

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