Tênis

'A guerra me deixou mais forte', diz ucraniana Elina Svitolina, semifinalista de Wimbledon

Elina enfrenta Markéta Vondroušová na próxima quinta-feira (13)

Elina Svitolina, tenista ucranianaElina Svitolina, tenista ucraniana - Foto: DANIEL LEAL/AFP

"A guerra me deixou mais forte", disse nesta terça-feira (11) a tenista ucraniana Elina Svitolina, após derrotar a número 1 do mundo, a polonesa Iga Swiatek, nas quartas de final de Wimbledon, em uma batalha técnica e mental.

"A guerra me deixou mais forte, também mentalmente. Já não encaro os momentos difíceis como catástrofes. Existem coisas piores na vida. Agora estou mais tranquila. Como acabo de voltar a competir, a pressão não é a mesma", explicou Svitolina, que retornou às quadras apenas três meses depois de ter se tornado mãe, em outubro do ano passado.

"Obviamente, quero vencer. Tenho esta motivação, esta enorme motivação, de voltar ao mais alto nível. Mas acho que depois de ter tido um filho, e com a guerra, me tornei uma pessoa diferente. Vejo as coisas de outra maneira", acrescentou a ex-número 3 do mundo, que atualmente é a 76ª no ranking da WTA.

A ucraniana já tinha chegado a duas semifinais de Grand Slam na carreira, em Wimbledon e no US Open, em 2019, mas em nenhuma das ocasiões foi à final.

Aos 28 anos, ela afirma que agora encara os jogos de forma diferente, o que lhe permitiu jogar com grande agressividade durante todo o duelo contra Swiatek.

"Digo para mim mesma que tenho menos anos pela frente do que para trás, então tenho que dar tudo. Não tenho tempo a perder. Treino para estes grandes momentos", afirmou.

"Hoje estava no corredor para entrar na quadra central e vi toda a história deste torneio. Eu me dei conta de que treinamos para isso. E disse para mim mesma nesse momento: 'Entre na quadra, faça o melhor que puder e lute pela vitória'".

Swiatek também reconheceu a mudança.

"Ela jogou com mais liberdade e temeridade. Às vezes ela se soltava completamente e jogava muito, muito rápido. Não sei se alguma vez ela jogou assim, porque só a enfrentei uma vez", afirmou a polonesa em entrevista coletiva.

"Também treinamos juntas na Austrália. Não me membro dela mudar tanto o ritmo nas trocas de bola, mas entendo perfeitamente por que ela fez isso. É preciso jogar com coragem para vencer este tipo de jogo", acrescentou Swiatek.

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