A liga que Donald Trump ajudou a falir

Eleito presidente dos Estados Unidos, o empresário republicano tem passado negativo no esporte

O ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho, Elias Gomes (PSDB)O ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho, Elias Gomes (PSDB) - Foto: Arquivo/Folha

 

Um histórico recorrente ligando os chefes da Casa Branca ao esporte norte-americano ganhou mais um capítulo com a eleição do republicano Donald Trump. George W. Bush, presidente dos Estados Unidos de 2001 a 2009, por exemplo é um dos donos do Texas Ranges, time que compete a Major League Baseball. Já Barack Obama, que governa até o final deste ano, não administra nenhuma equipe, mas confessa ser um admirador nato dos esportes, em especial o basquete. Anualmente, faz previsões na reta final do campeonato universitário masculino.
No caso de Donald Trump, o vínculo era com o futebol americano. A trajetória, entretanto, tem marcas negativas na vida social do empresário. Magnata do ramo dos imóveis, ele acabou sendo um dos estopins para o fim da United States Football League, última liga que conseguiu concorrer com a já consagrada National Football League.
Criada para complementar o vácuo deixado pelo fim da temporada da NFL, a USFL se estendeu por três temporadas, de 1983 a 1985. Era disputada entre março e julho, período correspondente à primavera e ao verão no hemisfério norte. Com equipes em mercados já consolidados como os de Los Angeles e Nova Iorque, a liga buscava afirmação, e conseguiu logo em seu primeiro ano bons contratos com emissoras de TV e jogadores famosos à época.

Mas, no ano seguinte, com uma expansão de equipes - de 12 para 18 - as dificuldades financeiras começaram a aparecer. Então, a liga buscou novos donos, ricos, para voltar a se desenvolver. Foi aí que Trump entrou na história. Ele comprou a equipe do New Jersey Generals, e começou a investir desenfreadamente em contratos de jogadores da NFL e estrelas da liga.

Com isso, inflacionou o salário dos atletas e obrigou os outros donos de times a gastarem o que não podiam para manter o nível do torneio. A derrocada veio em 1985, quando, comandados por Trump, os mandatários resolveram mudar o calendário da USFL, deixando o campeonato no mesmo período de seu maior concorrente. Mas a chance de conseguir alguma fusão ou derrubar a NFL era mínima.

Então, a última e derradeira cartada da USFL foi a de processar a concorrente por deslealdade nos negócios, ou o chamado “truste”. Pedindo cerca de um bilhão de dólares, a segunda competição mais forte no futebol americano buscava se reerguer financeiramente. Porém, a investida deu errado, e a NFL saiu do processo tendo que pagar apenas três dólares. Abandonada pelas emissoras de televisão e marcada por vários tiros no pé dos donos de franquia, encabeçados por Donald Trump, a USFL deixou de existir. De lá para cá, não foi registrado o surgimento de outro campeonato que chegasse a ameaçar a National Football League, que cresce a cada ano e é sucesso de público mundialmente.

 

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