A maior festa da história dos Aflitos

Ramos marcou o gol da vitória que valeu o famoso hexacampeonato pernambucano, em 1968

Ramos olha com carinho o gramado em que marcou o gol mais importante da vidaRamos olha com carinho o gramado em que marcou o gol mais importante da vida - Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Em seus quase 80 anos de história - considerando a abertura de 1939 -, o estádio dos Aflitos viveu vários momentos marcantes. O maior deles não é segredo. Em uma tarde de domingo do dia 21 de julho de 1968, o Náutico encarou o Sport, na final do Campeonato Pernambucano. O título foi decidido na prorrogação, com o gol de Ramos. Vitória por 1x0 que garantiu o hexacampeonato estadual para os alvirrubros. O feito completou 50 anos em 2018.

A história do título foi contada em um especial publicado há cinco meses pela Folha de Pernambuco. Personagens como Ivan Brondi, um dos destaques do Náutico na época, Ramos, autor do gol do hexa, e Araponga, funcionário mais antigo do clube, relembraram o dia da conquista mais celebrada no Eládio de Barros Carvalho.

O Náutico não teve vida fácil em 1968. Ramos, de pênalti, deu ao Timbu a vitória por 1x0 na primeira das três decisões. A segunda partida terminou 3x2 para o Sport. A finalíssima foi resolvida nos Aflitos. "Tivemos vários lances para marcar. Entrei pelo lado direito e fiquei de frente ao gol. Mas ouvi um apito e deixei a bola correr. O problema é que o som veio das arquibancadas e não do árbitro. Eu deveria ter feito o gol para resolver a história logo", lamentou Brondi. Mas o herói daquele dia seria outro.

"O lateral-direito do Sport, Valdecir, perdeu a bola no meio-campo. Lala passou para Ede e eu me posicionei na área. Eu já conhecia o estilo de jogo dele. Ele cruzou e eu corri para tocar. O goleiro só ficou olhando", relembrou Ramos. Gol que os mais de 31 mil alvirrubros que estavam nos Aflitos jamais esqueceram.

“A comemoração nos Aflitos começou de seis horas da noite e só terminou seis horas da manhã. A feijoada foi dentro do campo. Fiquei pensando: 'futebol é bom demais. Cheguei e fui hexa'. Eu ainda tinha outro emprego na época, mas no outro dia cheguei para o meu chefe e disse: 'vou ficar no Náutico’. Continuo por aqui e não penso em sair. Aqui é minha segunda família, é tudo para mim", disse o roupeiro Araponga, funcionário do Timbu desde 1968.

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