Sáb, 17 de Outubro

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Copa do Mundo

México abre sua terceira Copa do Mundo com África do Sul, Shakira e protestos

Pontapé inicial foi dado no Estádio Azteca diante de quase 81 mil pessoas

Abertura da Copa do Mundo 2026 ocorreu no México, com várias atraçõesAbertura da Copa do Mundo 2026 ocorreu no México, com várias atrações - Foto: Yuri Cortez/AFP

A Copa do Mundo de 2026 começou nesta quinta-feira (11) no México com uma cerimônia de abertura que teve como atração principal a cantora colombiana Shakira, distante dos protestos de diversos grupos que prometiam o caos para impulsionar suas reivindicações.

O pontapé inicial foi dado no Estádio Azteca diante de quase 81 mil pessoas que compareceram para acompanhar o duelo entre México e África do Sul, que abre a maior Copa da história, com 48 seleções e 104 jogos.

Os torcedores começaram a chegar seis horas antes, devido à previsão de bloqueios nos acessos ao estádio, que estavam cercados por centenas de militares e policiais com equipamento tático, incluindo esquadrões a cavalo.

  • Abertura da Copa do Mundo 2026 | Foto: Rodrigo Oropeza/AFP
    Abertura da Copa do Mundo 2026 | Foto: Rodrigo Oropeza/AFP
  • Cerimônia de abertura da Copa do Mundo | Foto: Rodrigo Oropeza/AFP
    Cerimônia de abertura da Copa do Mundo | Foto: Rodrigo Oropeza/AFP
  • Cerimônia de abertura da Copa do Mundo | Foto: Rodrigo Oropeza/AFP
    Cerimônia de abertura da Copa do Mundo | Foto: Rodrigo Oropeza/AFP
  • Cerimônia de abertura da Copa do Mundo | Foto: Yuri Cortez/AFP
    Cerimônia de abertura da Copa do Mundo | Foto: Yuri Cortez/AFP
  • Abertura da Copa do Mundo 2026 | Foto: Carl de Souza/AFP
    Abertura da Copa do Mundo 2026 | Foto: Carl de Souza/AFP
  • Cerimônia de abertura da Copa do Mundo | Foto: Yuri Cortez/AFP
    Cerimônia de abertura da Copa do Mundo | Foto: Yuri Cortez/AFP

A Fan Fest na praça Zócalo finalmente foi inaugurada, mas as barreiras metálicas instaladas para protegê-la desde a semana passada foram parcialmente removidas e impediram o acesso tranquilo dos torcedores. Consequência: caos e empurra-empurra.

"Levamos uma hora para entrar, foi um caos, e sair foi ainda pior", disse Víctor Gómez, de 49 anos, à AFP. Ele e sua companheira, Miriam Corona, decidiram não assistir ao jogo no estádio. "Pode haver até mortos. Lá dentro, não dá nem para andar, nem ver nada, só conseguimos ver a última telinha".

Milhares de torcedores acompanharam o jogo | Foto: Apu Gomes/AFP 

 

Sem a presença de Sheinbaum
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, não compareceu ao Azteca, como previsto, nem à Fan Fest. Ela publicou na rede social X uma foto na qual apareceu em um centro esportivo em uma área popular da capital, vestindo a camisa da seleção de seu país.

Sheinbaum deu seu ingresso a uma jovem jogadora.

O maior evento de futebol do planeta será organizado pela primeira vez por três países: Estados Unidos, Canadá e México, que já recebeu o torneio em 1970 e 1986.

A Copa do Mundo chega precedida de polêmicas: o alto preço dos ingressos, a recusa de vistos para entrar nos Estados Unidos e a guerra no Oriente Médio, que levou o Irã a transferir sua base de treinamento do Arizona para Tijuana.

A partir de agora, a bola tentará assumir o protagonismo para definir quem poderá destronar a Argentina de Lionel Messi, que busca defender o título conquistado no Catar, em 2022.

Confiança na seleção anfitriã
O tenor italiano Andrea Bocelli e a cantora sul-coreana Ejae interpretaram o hino oficial da Copa do Mundo, intitulado 'DNA', uma mistura de ópera com música eletrônica, antes do pontapé inicial.

O tenor italiano Andrea Bocelli e a cantora sul-coreana Ejae dividiram apresentação | Foto: Carl de Souza/AFP 

E 'Dai Dai', de Shakira, ecoou no Azteca no início de uma breve cerimônia de abertura.

A cantora colombiana interpretou a música da Copa do Mundo ao lado do astro nigeriano do afrobeat Burna Boy.

A cerimônia de 15 minutos começou com uma saudação de "Boas-vindas ao México" em uma apresentação coreografada com personagens caracterizados como Moctezuma, recebendo os povos de todo o mundo, e mulheres em trajes tradicionais da cultura mexicana.

O show se desenrolou em uma lona que cobria todo o campo do Estádio Azteca, palco do jogo de abertura pela terceira vez na história do torneio, depois de 1970 e 1986, que está lotado com seus quase 81 mil assentos ocupados.

Shakira fez show na abertura da Copa no México | Foto: Rodrigo Oropeza/AFP 

 

Nigeriano do afrobeat Burna Boy | Foto: Foto: Carl de Souza/AFP 

O México é o país com maior torcida entre os três coorganizadores, e seu Estádio Azteca é uma "catedral do futebol", "abençoada pelos deuses" deste esporte, nas palavras do presidente da Fifa, Gianni Infantino, na quarta-feira.

Mas, nesta edição, o país não vive a mesma paixão de seus dois mundiais anteriores.

Em vez de festejar, elas optaram por aproveitar a atenção midiática para ecoar suas reivindicações.

"Boicote à Copa do Mundo Fifa 2026!", dizia uma enorme faixa no caminho para o Estádio Azteca, onde, há 40 anos, Diego Maradona marcou seu polêmico gol com "a mão de Deus" nas quartas de final entre Argentina e Inglaterra (2 a 1).

"Distração"
Enquanto a cerimônia de abertura acontecia, manifestações de diversos grupos sociais, principalmente familiares de desaparecidos e professores em greve, ocorriam em diferentes partes da zona sul da Cidade do México.

Os ativistas começaram a se reunir logo cedo com a intenção de se aproximarem do Estádio Azteca, mas no caminho encontraram forte presença policial que os manteve afastados do local, sem, contudo, impedir a chegada dos torcedores.

Dia de abertura da Copa no México também foi marcado por protestos | Foto: Marco Antonio Martinez/AFP 

Professores do ensino fundamental e médio vêm há mais de uma semana reivindicando melhorias salariais e de aposentadoria. Eles rejeitaram a proposta mais recente do governo em uma reunião na noite de quarta-feira.

"Esta partida é uma distração, só serve à Fifa, à Claudia Sheinbaum e aos Estados Unidos", afirmou um professor grevista, sob condição de anonimato.

Sheinbaum qualificou o protesto de "provocação" para que haja imagens de repressão durante a Copa. E assegurou que não cairá na armadilha.

Além das manifestações, o problema dos vistos para entrada nos Estados Unidos também impacta o primeiro dia do torneio.

O Comitê Nacional de Torcedores da Costa do Marfim (CNSE, na sigla em francês) denunciou nesta quinta-feira que a seleção não poderá contar com a presença de seus torcedores na Copa do Mundo, uma vez que não conseguiram obter vistos americanos.

"Os Estados Unidos foram claros conosco ao dizer que não queriam ver nossos torcedores", lamentou o presidente do organismo, Julien Kouadio Adonis.

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