Adiamento dos Jogos custará centenas de milhões de dólares ao COI, diz Bach

Olimpíadas de Tóquio devem agora ser disputados entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021

Logo oficial dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020Logo oficial dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 - Foto: Reprodução/Internet

O adiamento em um ano dos Jogos Olímpicos de Tóquio, reagendados para 2021 devido ao coronavírus, representará para o Comitê Olímpicos Internacional (COI) gastos suplementares de "várias centenas de milhões de dólares", analisou nesta quarta-feira (29) o presidente da entidade, o alemão Thomas Bach.

"Já sabemos que teremos que encarar várias centenas de milhões de dólares em gastos suplementários devido ao adiamento. É por isso que é igualmente necessário examinar e revisar todos os serviços que fornecemos para estes Jogos adiados", revelou Bach em carta enviada ao movimento olímpico.

O COI "continuará assumindo sua parte da carga operacional e dos custos para estes Jogos adiados, de acordo com os termos do contrato existente para 2020, que concluímos com nossos parceiros e amigos japoneses", garantiu Bach. O Comitê, que dispõe de cerca de um bilhão de dólares em reservas para lidar com um eventual cancelamento dos Jogos, tomou em final de março a decisão histórica de adiar o evento, programado originalmente para começar em 24 de julho de 2020.

Os Jogos de Tóquio devem agora ser disputados entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021. Se a pandemia do coronavírus não estiver controlada daqui a um ano, os Jogos não poderão ser adiados novamente e terão que ser cancelados, alertou na terça-feira (28) o presidente do Comitê de organização (Cojo), Yoshiro Mori.

O grupo de trabalho que reúne o COI e as diferentes partes envolvidas na organização dos Jogos, incluindo o Cojo, estabeleceu "as prioridades e as estratégias de gestão para garantir a disputa e êxito destes Jogos Olímpicos adiados", afirmou Bach.

Estas prioridades englobam "primeiro a criação de um meio-ambiente seguro a nível sanitário para o conjunto dos participantes", completou, explicando que o COI continua se baseando "nos conselhos da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre eventuais adaptações a realizar em relação a aglomerações em massa".

Num momento em que "ninguém sabe como será a realidade do mundo depois do coronavírus", Bach também anunciou que o COI, que emprega cerca de 600 pessoas, "está revisando o orçamento e as prioridades". O mandatário do movimento olímpico pediu também uma "reflexão" sobre o que o distanciamento social Sports", as competições virtuais.

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Respeitando a "linha vermelha" quando se trata de valores olímpicos, Bach incentivou "a todas as partes de nosso âmbito a examinar como governar as competições virtuais e eletrônicas de seus esportes e estudar as possibilidades oferecidas com os desenvolvedores de jogos", completou.

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