Esportes

Afogados teme debandada caso Estadual não volte até abril

Presidente do clube, João Nogueira, cogita fazer distrato com atletas e, só após pandemia, voltar a planejar futebol

Pedro Manta, técnico do AfogadosPedro Manta, técnico do Afogados - Foto: Divulgação

Classificação diante do Atlético/MG, goleiro nacionalmente conhecido após pegar dois pênaltis na partida contra o Galo, detentor do artilheiro do Campeonato Pernambucano e atleta vendido ao Sport. Este é o Afogados, grande surpresa do futebol pernambucano neste ano. Dias de glória e destaque  nacional vivenciados antes de o mundo sofrer uma completa e inesperada reviravolta por conta da pandemia da Covid-19. Com a crise instaurada em todos os setores da sociedade, nasce a dúvida sobre o futuro dos clubes de futebol. E a Coruja, claro, não passa ilesa a essa situação.

As expectativas dos torcedores do Afogados foram aumentando exponencialmente após as grandes atuações na Copa do Brasil. O clube de apenas seis anos de fundação já havia feito história quando eliminou o Atlético/AC na primeira partida da competição nacional. O grande momento do time sertanejo, no entanto, estava guardado para a fase seguinte, quando eliminou o todo poderoso Atlético/MG. Somente na terceira fase a equipe conheceu a sua primeira derrota no torneio, diante da Ponte Preta, por 3x0, pela partida de ida.

Aí veio a pandemia do coronavírus e com ela a frustração das expectativas do Afogados, implantando um enorme ponto de interrogação na equipe. À Folha de Pernambuco, o presidente do clube, João Nogueira, esclareceu alguns pontos. "Os contratos com todos os nossos atletas vão até dia 30 de abril. Se chegar nessa data e o Estadual não tiver retornado, nós vamos fazer o distrato com todos os jogadores e só voltaremos a planejar o futebol quando as competições voltarem".

Essa escolha do presidente, no entanto, evidencia a possibilidade de o Afogados perder alguns de seus destaques para o resto da temporada. "Eu vou explicar aos atletas a situação e vamos tentar fechar alguns acordos verbais para eles reassinarem conosco no retorno do futebol. Mas, obviamente, há a possibilidade de eles receberem ofertas melhores e nós termos que fazer uma remontagem grande de nosso elenco. Porém, isso não me preocupa, o que não falta é jogador por aí. Só não posso sair fechando contrato com atletas enquanto nossa equipe não entra em campo e sem ter receita. Se eu fizesse isso, o clube ia quebrar", afirmou João Nogueira.

O meia-atacante Aurélio, o volante Juninho e o atacante Sacramento já foram dispensados e não fazem mais parte do elenco do Afogados. Em relação a Wallef, Candinho e Diego Ceará, o presidente garantiu que os três possuem a cabeça focada no Afogados, não receberam proposta e devem continuar no clube.

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