Alemanha ainda curte virada na épica 'Batalha de Sochi'

As primeiras declarações dadas pelos jogadores e comissão técnica depois da Batalha de Sochi mostram que o humor na seleção campeã do mundo mudou

Marco Reus, meia da AlemanhaMarco Reus, meia da Alemanha - Foto: Patrik STOLLARZ / AFP

A cena ocorreu ao lado da bandeira de escanteio do estádio de Sochi, às margens do Mar Negro, no sul da Rússia. Toni Kroos, logo após o gol salvador aos 95min de jogo, correu primeiro. Marcos Reus, escalado como titular no jogo de sábado (23) contra a Suécia, veio na sequência. Hummels, fora do jogo por causa de problemas na coluna, saiu do banco direto para abraçar todos.

Não apenas a cena é simbólica. As primeiras declarações dadas pelos jogadores e comissão técnica depois da Batalha de Sochi, como a imprensa alemã tem chamado a virada de 2x1 sobre os suecos, mostram que o humor na seleção campeã do mundo mudou.

"Foi puro alívio. Todos que entraram no vestiário gritaram. Alguns nem puderam dizer nada por que estavam muito, nem sei o que dizer. Quase tive lágrimas", disse Timo Werner sobre o clima entre os jogadores da Alemanha ainda no estádio de Sochi. A Alemanha saiu para o intervalo perdendo por 1 a 0, e eliminada da Copa do Mundo.

O jovem Werner, que tem a missão de fazer os torcedores alemães esquecerem os gols de Klose, admitiu um grande abatimento depois do primeiro gol. "Foi um momento amargo. A altura das nossas cabeças estava abaixo do joelho", declarou o atacante, que atua no Leipzig.

Olhando para o futuro, no caso a partida contra os sul-coreanos nesta quarta (27), Werner também está enfático. "Isso precisa funcionar com nosso ponto de viragem. Precisamos jogar e encarar bem o torneio" avaliou.

Marcos Reus, escolhido como um dos titulares na partida contra a Suécia, também afirma que não se pode pensar o que pior já passou. "Ninguém ganha um jogo antes da hora", afirmou.

Nesta terça-feira (26), após treinar em sua base russa em Vatutinki, nos arredores de Moscou, a delegação alemã viaja à tarde para Kazan, cidade a um pouco mais de uma hora de voo da capital.

O jogo contra a Coreia do Sul ocorre às 11h de quarta-feira (27).

Assim como tem feito nos outros jogos, os alemães devem abrir mão do treino de reconhecimento do gramado. Uma das preocupações das duas delegações será com o calor. O seco verão russo realmente vingou. Às tardes em Kazan têm registrado temperaturas ao redor dos 30º C, com baixa umidade do ar.

Para seguir em frente, e evitar o fiasco de ser eliminada pela primeira vez em sua história na fase de grupos, não basta simplesmente a Alemanha vencer. Se ela ganhar dos asiáticos, mas a Suécia também ganhar do México, pode haver um empate triplo entre Alemanha, México e Suécia.

O melhor para os campeões do mundo é vencer pela maior diferença de gols possível a Coreia do Sul. E torcer para que a Suécia não triunfe sobre o México.

Se a Alemanha ficar em segundo do grupo, e o Brasil ganhar seu jogo também nesta quarta, às 21h, confirmado o primeiro lugar da chave, o confronto das oitavas será entre os dois.

A história das Copa do Mundo, inclusive a da própria campanha vencedora da Alemanha no Brasil, com direito a goleada por 7x1 no país anfitrião na semifinal, tem mais de um caso em que o campeão do mundo tropeçou na primeira fase.

No Brasil, os alemães tiveram muitas dificuldades para passar por Gana, na fase de grupos, e depois pela Argélia, nas oitavas de final.

Em 2010, a Espanha, campeã da África do Sul, também fez uma primeira fase regular. Conseguiu o primeiro lugar do grupo apenas no saldo de gols.

O exemplo mais emblemático continua sendo a Itália de 1982. O time de Dino Zoff e Paolo Rossi ficou na segunda posição na primeira fase. Depois engrenou. Eliminou o Brasil e venceu o torneio, batendo a Alemanha na final, no Santiago Bernabéu, em Madri.

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