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Aliviado, Schülle exalta esforço do Santa e justifica escalação

Técnico celebrou comprometimento do time após desvantagem e expulsão, além de explicar declaração sobre saída

Itamar Schülle, técnico do Santa CruzItamar Schülle, técnico do Santa Cruz - Foto: Rafael Melo / Santa Cruz

A vitória contra o Salgueiro, na noite desta terça-feira, manteve o Santa Cruz com 100% de aproveitamento no Campeonato Pernambucano e recolocou os corais na liderança na competição. O resultado também ameniza a pressão no lado de Itamar Schülle. Após sofrer críticas pelas exibições recentes, a reação do time apesar do gol precoce e a luta para segurar o resultado são fatores que podem pesar a favor do comandante coral.

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Schülle elogiou a postura da equipe, mesmo com o placar adverso em um minuto de partida e a expulsão de Danny Morais."Você tem que ter um comprometimento muito grande e os atletas mostraram muito empenho, concentração para voltar ao jogo depois do jogo que tomamos. Tivemos uma superioridade grande, criamos várias oportunidades”, apontou. Segundo o comandante, o time não se abalou com a inferioridade numérica. “Com o empate do Danny, tivemos que recompor as linhas de marcação. Naturalmente, com um a mais e precisando do resultado, o adversário foi para frente. Mesmo assim, tivemos oportunidades de fazer o terceiro gol", completou.

Quem esperava os titulares sendo poupadosm em razão da maratona insana e o compromisso contra o ABC na próxima quinta-feira, viu a repetição do time que enfrentou o Fortaleza, com exceção da entrada de Mayco Félix no lugar de Bileu. Schülle afirmou que o desejo partiu do próprio elenco. “Tive uma conversa com todo elenco. Tínhamos os resultados dos exames físicos. A maior resposta vem do atleta. Se a gente bota um time alternativo e o resultado não acontece, a cobrança vem em cima dos próprios atletas. Os jogadores pediram e eu não posso impedi-los", disse”. Perguntado qual será o time contra o ABC, Schülle foi direto. “Amanhã, veremos quem estará em condições. Se não está, vai descansar. Temos uma viagem para pegar o Central, depois o Afogados. Dois jogos fora. Se eu tiver que jogar com seis, sete meninos da base, vou jogar", falou.

Na coletiva após a derrota contra o Fortaleza, o técnico revelou que já pensou em deixar o Arruda. Ele explicou a declaração e, para isso, fez uma analogia no mínimo curiosa. “Falei em sair porque quando visto a camisa da equipe, sonho com aquilo. Vou dormir hoje três da manhã, porque vou analisar o ABC. Eu vivo o clube. Quando eu vejo que estou atrapalhando, sou o primeiro a sair", disse. “Um dia eu voltei no Lula, várias vezes acreditei. Nas últimas eleições, optei por mudar e escolher outras pessoas. Na vida, temos que olhar pelas coisas positivas. Vou estar cobrando, para as coisas acontecerem. Mas agora vou ter o cuidado de comentar internamente", finalizou.
 

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