Alvirrubros lamentam e tricolores comemoram empate

Para a Cobra Coral, valeu a força de superação e o brilho do camisa 10

Tumulto gerou a expulsão de Jaime e Dudu. Para os alvirrubros, perda do meia complicou a equipeTumulto gerou a expulsão de Jaime e Dudu. Para os alvirrubros, perda do meia complicou a equipe - Foto: Flávio Japa

 

Um ponto para cada time, mas com sentimentos distintos. O empate em 1x1 entre Náutico e Santa Cruz, na Arena de Pernambuco, pelo Hexagonal do Título do Campeonato Pernambucano, foi recebido com tristeza pelos alvirrubros, que lamentaram o gol sofrido no último minuto. Para os tricolores, valeu a força de superação e o brilho do camisa 10.

Nos três jogos que o Santa Cruz fez nesta temporada, Léo Costa marcou gol em todos. Antes, diante de Paysandu e Campinense. On­tem, a vítima foi o Náutico. E o artilheiro coral revelou um fato curioso no lance. “Anderson Salles iria bater a falta, mas eu pedi para executar a cobrança e fui feliz. Tinha muita gente na frente do goleiro e ele não conseguiu enxergar”, comentou.

Sobre o fato de ter assumido o papel de homem-gol, o meia protegeu de maneira curiosa o garoto da base André Luís, que é o centroavante de referência no esquema de Vinícius Eutrópio. “É complicado falar neste começo. O time sente falta de um camisa 9, mas André Luís tem feito um bom trabalho. A diretoria segue buscando essa contratação”, revelou.

Sobre a partida, o técnico Vinícius Eutrópio destacou o poder de reação do time, que buscou o empate após sair perdendo, assim como aconteceu contra o Campinense. “Já dirigi equipes que, quando tomavam um gol, não tinham poder de reação. Aqui vem sendo diferente. Estamos superando os obstáculos”, disse.

No lado do Náutico, o técnico Dado Cavalcanti lamentou as expulsões no final do primeiro tempo, entendendo que a ausência de Dudu pesou mais do que a de Jaime para o Santa. “O resultado não foi o que tínhamos de propósito. Quando havia 11 de cada lado, nós éramos melhores. Tivemos mais chances, só que no momento da expulsão os times se igualaram e a partida mudou completamente, ficando mais lenta. Acabou que a gente entrou no jogo deles”, explicou.

O treinador também avaliou a arbitragem de Pericles Bassols, queixando-se da falta que originou o gol de empate do Santa Cruz. “Evito muito os comentários sobre a arbitragem. Toda vez que um treinador faz isso, significa que algo errado aconteceu. Ele estava bem até o nosso gol. Depois ele errou. Não achei motivo para ele ter marcado a falta”, citou, sem, contudo, depositar completamente no homem do apito a culpa pelo empate. “Nossa equipe precisa evoluir. Alguns erros do jogo passado se repetiram e precisamos resolver isso”, pontuou.

 

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